Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

Posts Tagged ‘Woody Allen

Casa do Baile exibe clássicos de Woody Allen

leave a comment »

wood_allen_divulgacao

Eis minha grande oportunidade de fazer as pazes com os fãs de Woody Allen!

A Casa do Baile, em Belo Horizonte, exibe gratuitamente, durante o mês de abril, quatro filmes do cineasta americano, um dos diretores mais consagrados em Hollywood.

As exibições fazem parte da mostra “Filme no Baile” e acontecem aos sábados, nos dias 4, 11, 18 e 25.

Os filmes em cartaz são “Melinda e Melinda”, “O Sonho de Cassandra”, “Match Point” e “Scoop – O Grande Furo”, sempre às 17 horas.

Os ingressos serão distribuídos 15 minutos antes das sessões. A Casa do Baile fica na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, na Pampulha.

Programação

Dia 4/4 – Melinda e Melinda (EUA, 2004) – Em um jantar os escritores Max (Larry Pine) e Sy (Wallace Shaw) discutem a dualidade do drama humano baseado nas máscaras da tragédia e da comédia. Eles criam histórias em cada um dos gêneros com uma mesma protagonista: Melinda (Radha Mitchell).

Dia 11/4 – O Sonho de Cassandra (EUA, 2007) – Os irmãos Ian (Ewan McGregor) e Terry (Colin Farrell) passam por problemas financeiros e resolvem pedir ajuda ao tio Howard (Tom Wilkinson) para realizarem seus sonhos. Em troca, Howard faz um pedido que mudará a vida dos irmãos.

Dia 18/4 – Match Point (EUA, 2005) – Chris (Jonathan Rhys-Meyers) é um ex-jogador de tênis que se apaixona por Nola Rice (Scarlett Johansson), a namorada de seu melhor amigo Tom (Matthew Goode), que será, em breve, seu cunhado.

Dia 25/4 – Scoop – O Grande Furo (EUA, 2006) – Sondra Pransky (Scarlett Johansson) é uma estudante de jornalismo. Durante uma mágica feita por Sidney Waterman (Woody Allen), o espírito do repórter Joe Strombel (Ian McShane) aparece para ela e lhe oferece um grande furo: a identidade do assassino do tarô.

Written by Priscila Armani

segunda-feira, março 30, 2009 at 4:30 pm

Vicky Cristina Barcelona

with 3 comments

Eu poderia usar muitos adjetivos (pejorativos) para falar do novo filme de Woody Allen, “Vicky Cristina Barcelona“. Vou tentar evitar ao máximo isso, porque não quero influenciar você, que está me lendo. Mas fato é que você não deve ir ao cinema esperando encontrá-lo nesse filme.

Sim, Woody não está na telinha e, para ser bem honesta, só lembro-me que o filme é dele durante alguns momentos da projeção. Em “Vicky Cristina”, ele usa uma série de clichês para montar um quebra-cabeça bem engendrado, que envolve três mulheres e um pintor. Os personagens são bem caricaturados. E o filme é irritante, extremamente irritante (pronto! não resisti e adjetivei!).

Tudo começa quando Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) resolvem ir para Barcelona. As duas são estereotipadas no primeiro segundo do filme. Vicky é morena e mais “séria”, noiva e com os “pés no chão”. Cristina é loira, não tem “medo de se arriscar no amor” e, na minha concepção, julgada como a “vagabunda”, que vai fácil para a cama alheia.

Quando Woody nos mostra esse panorama e insere o latin lover Juan Antonio (personagem de Javier Bardem, ultra clichê) junto às duas garotas, a gente se assusta um pouco. O pintor é bem estereotipado. Chega bancando o machão e, de cara, propõe um fim de semana numa cidade chamada Oviedo, querendo transar com as duas de uma vez. Não me parece nada crível quando elas aceitam a proposta, até porque Vicky mostra muita resistência a isso. Comercialmente falando, os espectadores já tiveram acesso ao conteúdo do filme e fotos, então todo mundo fica na expectativa de que role alguma putaria.

E ela rola várias vezes durante o filme, mas aí o estilo de Woody se faz presente. De maneira bastante diferente, o diretor não mostra corpos nus e suados fazendo amor loucamente. Ele apenas mostra os rostos dos personagens. Ao invés de valorizar formas físicas e ofegantes, como é tão comum, aí sim ele foge do clichê. As cenas de sexo são sempre sugeridas, entrecortadas, focadas em pontos, mas sem revelar praticamente nada do corpo dos personagens. O diretor parece querer dizer que sexo não tem nada a ver com o que ele quer mostrar e não possui relevância para a história.

Mas afinal o que Woody quis mostrar? O filme dá uma volta de 360°, ou seja, não sai do lugar. As duas personagens terminam exatamente como começaram e isso não surpreende. Destaque para a atuação de Penélope Cruz, que faz uma Maria Elena perfeita: enlouquecida, controladora, estranha e passional, a mulher transmite sexo pelos poros. E dá um pouco de vida e graça ao enredo, que, do contrário, não teria como funcionar.

Destaque negativo para a trilha sonora, não ela em sua totalidade, mas a porcaria da música irritante que toca no começo do filme e no final, como para sinalizar que o ciclo se fechou. É a mesma música que toca nesse trailer que postei aí em cima. É um porre, canta uma mulher de vozinha fina, que fica o tempo todo dizendo “Barcelonaaa…”. Hor-rí-vel.

Injusto dizer que “Vicky Cristina Barcelona” é uma porcaria. Definitivamente os caras vão adorar, já que tem duas mocinhas lindas se “pegando” (mais um clichê ultra óbvio). Mas é um embróglio difícil de entender. Sem objetivo, Woody parece dizer que Hollywood não tem nada mais a oferecer, que a vida não é feita só de finais felizes e que as coisas nunca são tão simples quanto os pipocões gostam de nos passar.

É um filme muito próximo da realidade e por isso tem seus méritos. Totalmente crível, mostra com que facilidade uma pessoa pode se ferrar na vida, mesmo tendo tudo que o dinheiro pode comprar. E se isso não é veracidade, então não sei o que é.

Se eu fosse dar uma nota, daria cinco. Mas não se deixem influenciar por mim. Assistam e dêem uma força ao “bom velhinho” Woody. Ele já teve seus dias de glória.

Written by Priscila Armani

quinta-feira, novembro 20, 2008 at 9:52 am

Conhecendo Woody Allen

with one comment

Assistir “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (“Annie Hall” no título original) foi uma experiência interessante. Conheço pouco de Woody Allen e esse é o único filme dele a integrar a lista dos 100 melhores de todos os tempos da Bravo! Alugamos ele e “Deus e o Diabo na Terra do Sol“, de Glauber Rocha. Mas esse eu vou assistir amanhã.

O filme, basicamente, conta a história de Alvy Singer (interpretado por Woody), que foi casado com duas mulheres e então conhece Annie e quer ficar com ela, mas isso não é tão fácil assim. Ele é um homem extremamente estranho, altamente complexado pelo fato de ser judeu e ter sido criado em uma família insana no Brooklyn, em Nova York. Em alguns momentos quer levar Annie à sério, mas não quer mais um casamento. Ao mesmo tempo, não quer outros relacionamentos. Fica pertubado pelo fato de que ela usa entorpecentes ao fazer sexo (há cenas de experimentação de cocaína perto dos dois e Woody recusa, ela não diz que sim nem que não e aí há uma cena hilária). Ela o chama de volta, quando acham que tudo acabou. E aí é ele que quer voltar, mas ela se recusa. Uma confusão.

Por sua interpretação, Diane Keaton ganhou o Oscar de melhor atriz. O filme também ganhou as estatuetas de melhor diretor, para Woody Allen, melhor roteiro (escrito por Allen em parceria com Brickman) e melhor filme em 1978. Woody foi indicado a melhor ator, mas não levou.

É um filme bom, engraçado, mas que nos leva a refletir. O final é, particulamente, bastante sério. E nos leva a pensar montes de coisas, especialmente quem possui relacionamento sério.

Eu recomendo e agora fiquei um pouco mais curiosa para conhecer os outros de Woody, particulamente Zelig, do qual já ouvi tantas pessoas falando bem.

Written by Priscila Armani

sábado, junho 28, 2008 at 11:16 pm