Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

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A estréia de “Sex and the City”

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    Carrie e Samantha em apuros...

Ainda não assisti “Sex and the City“, filme que estréia no Brasil hoje e tem sido muito alardeado pelas inúmeras mulheres fãs do seriado. Já escutei um bocado de gente me dizendo que o filme não é lá grandes coisas, o que me deixou desanimada. Não sou uma grande fã desse seriado, visto que já faz um bom tempo que não tenho HBO. Mas gosto da personagem Carrie, com a qual me identifico em alguns aspectos e que acho muito engraçada, principalmente porque ela escreve sobre as vivências dela e eu acho isso ótimo.

Não publico as experiências que vivo mais. Descobri que isso pode ser bastante maléfico. Passei minha vida toda tendo diários. Tinha, inclusive, um que era pela web. Mas agora estou mais light. O pior coisa sobre uma confissão escrita é que ela pode ser lida.

Mas, vamos ao “Sex and the City”. A cidade é Nova York e há 10 anos o diretor Michael Patrick King resolveu fazer um seriado inovador, que discutisse o sexo entre as mulheres modernas. Na época, foi bastante escandaloso, visto que as quatro personagens (Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda) apareciam falando sobre e fazendo sexo. Algumas cenas eram bem picantes. Mas o filme mostra que, 10 anos depois, a mulher moderna está com a cabeça em outras coisas.

Casamento e filhos fazem a cabeça das mocinhas e não é à toa. Afinal, 10 anos se passaram. A única que não se arranjou é justamente Carrie. E ela decide, finalmente, ficar com Mr. Big. Esse cara é um capítulo à parte nesse seriado. Eles vão e voltam mil vezes. E aí toda a expectativa é torno de se o casamento finalmente irá sair ou não (O tal Mr. Big é meio neurótico com esse negócio de casar).

Tenho certeza que as mulheres que cresceram assistindo a esse seriado irão se emocionar com o filme. Eu queria assistir mais de curiosidade mesmo. Porque Nova York é linda e pelo que me parece as roupas que elas usam também. Mas só isso não sustenta uma trama. É preciso muito mais.

Vou esperar este frisson todo passar e alugar em DVD. Acho melhor. Enquanto isso, vou lendo uns artigos e vendo umas reprises. Quero estar bem embasada para criticar esta obra.

Na pior das hipóteses, espero dar algumas risadas.

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Written by Priscila Armani

sexta-feira, junho 6, 2008 at 2:01 pm

O Batman e os outros

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Se eu estou ansiosa para ver “Batman – O cavaleiro das trevas”? Pode apostar que estou. Contando os dias até 18 de julho. Doida para saber como está o velho morcego. E conhecer o novo Coringa e o Duas-Caras. Estou moída de curiosidade. Batman sem Tim Burton ainda é, para mim, uma grande novidade. E esse Coringa já deu bastante do que falar.

Heath Ledger ganhou a oportunidade de interpretar o papel de sua vida e, infelizmente, veio a falecer logo depois disso. Tristeza enorme pela perda de um talento tão grande. E a certeza de que esse Coringa é único, não o veremos em outro filme. E tudo isso gera uma expectativa ainda maior em torno do lançamento.

Mas este não é o único blockbuster previsto para este ano. “Indiana Jones e o reino da caveira de cristal” estréia dia 22 de maio. “Sex and the city – O filme” estará nas telinhas brasileiras no dia seis de junho. “Arquivo X 2 – Eu quero acreditar” estréia em 25 de julho e “Star wars – The clone wars” em 27 de agosto.

Mas porque essas estréias, também excelentes, não me empolgam tanto quando a chegada do morcego? Simples.

Eu cresci assistindo Batman. Quando passava na TV aberta aquele seriado antigão, (lembra?) eu não perdia um. Me assustava a idéia de um cara vestido de morcego para se vingar de quem havia matado seus pais. E veio o primeiro filme, com o Michael Keaton (se não me engano) e eu adorei. Achava tudo o máximo. Até daquele Batman horrível que o Val Kilmer fez eu gostei, de tão fanática que era. Já era cinéfila sem saber. Mas o gosto foi apurando.

Agora vejo esse Batman moderno, bonitão, com cara de sofredor e adoro, mas, mesmo assim, acho que não tem mais jeito. Batman, de quando eu era menina, acabou. Não sei dizer porque, mas a magia se foi. Lógico que ainda é um dos super-heróis mais inspiradores. Mas está sofrido demais, moderno demais e blockbuster demais. Dá vontade de perguntar a ele “Why you so serious”? e esse é o favor que nos faz Heath Ledger em “O cavaleiro das trevas”.

Compare: O Batman atual e o antigo.

 

Written by Priscila Armani

segunda-feira, maio 5, 2008 at 10:53 pm