Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

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Ibope: sobe total de brasileiros com web em casa

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computador

Pesquisa Ibope/NetRatings divulgada nesta terça-feira mostra que o número de brasileiros que têm acesso à internet em casa cresceu 19% em novembro em relação ao mesmo mês do ano passado, para 38,2 milhões de pessoas. Em dois anos, o crescimento foi de 73%. Do total, 24,4 milhões navegaram em novembro, aumento de 3% sobre o mês de outubro e de 13% sobre novembro de 2007.

De acordo com José Calazans, analista de mídia do Ibope/NetRatings, “no Brasil, esses sites de comunidades sempre representaram também a maior parte do tempo online, mas outras categorias vêm crescendo acima da média em tempo de navegação por pessoa.” Dentre as categorias, Calazans citou “Automóveis”, “Casa e Moda”, “Comércio Eletrônico”, “Notícias e Informações”, “Buscadores” e “E-mail”. Segundo ele, estas foram as que registraram o maior aumento do tempo de permanência por usuário nos últimos seis meses.

“As redes sociais e a possibilidade de se relacionar com os amigos atraem os usuários, que então passam a navegar também em outros sites. Nesse aspecto, os novos internautas brasileiros, que compraram computador nos últimos dois anos, já superam a fase de conhecimento da internet pelas redes sociais e começam a descobrir os outros conteúdos disponíveis na rede”, afirmou.

Written by Priscila Armani

terça-feira, dezembro 16, 2008 at 9:03 pm

Cinema brasileiro ainda sofre rejeição

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No final do ano passado pesquisa realizada pelo Datafolha buscava entender a freqüência com que os brasileiros vão aos cinemas.

Foram entrevistadas mais de 2 mil pessoas, de todas as classes sociais, em 10 regiões do país. Os resultados mostram que 47% dos brasileiros não frequentam cinemas e nem têm interesse em ir. Por outro lado, 1/3 da população vai ao cinema ao menos uma vez a cada 3 meses.

Da amostra da pesquisa, 11% são os chamados “espectadores potenciais”, ou seja, pessoas que vão pouco ao cinema, mas gostariam de ir mais. Desse grupo, 69% pertencem a classe C, 70% são mulheres e 70% têm filhos.

Tomando esses dados por base, dá pra concluir quais fatores impedem os brasileiros de ir mais ao cinema – 45% reclamam da falta de dinheiro ou do preço do ingresso e 36% não tem tempo para ver um filme.

A pesquisa mostrou também que apenas 23% dos entrevistados preferem ver filmes no cinema. A maior parte das pessoas prefere assistir em DVD e na TV.

Os dados revelam, ainda, que chega a 16% o percentual dos brasileiros que não têm o costume de ver nenhum filme nacional, numa prova de que é mesmo alta a rejeição ao nosso cinema.

Written by Priscila Armani

quinta-feira, outubro 23, 2008 at 7:27 pm

O blog e os jornalistas

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Pesquisa realizada com 200 jornalistas de 30 países mostrou resultados interessantes quanto a como ter um blog afeta a forma de um profissional da imprensa trabalhar.

Os jornalistas sentiram de maneira mais intensa o feedback dos seus leitores, por meio de comentários e resultados de enquetes nos seus blogs. Eles começaram a perceber necessidades diferentes em seu público e, em alguns casos, chegavam a sugerir assuntos de notícias no blog e desenvolviam os assuntos que fossem os escolhidos.

Mas os jornalistas tiveram diferentes tipos de percepções de acordo com as áreas nas quais trabalhavam. Respondendo à pergunta: “Bloggar mudou a forma como você desenvolve suas idéias de histórias e/ou de leads?” tivemos pouco mais de 20% dos jornalistas de jornais impressos dizendo que suas idéias não mudaram em nada. Mas a maioria dos profissionais de impressos, rádio, televisão e revistas respondeu “enormemente” ou “completamente”.

Outra questão apontada nas notícias diz respeito ao que os gringos chamam de “newsgathering”, ou seja, o processo de coleta de informações e a forma como a notícia chega até o jornalista. Muitos profissionais se manifestaram mais tensos com a obrigação de atualizar seus blogs, o que significou aumento da demanda de trabalho. Isso interferiu, inclusive, na forma de apuração, visto que a rapidez da internet às vezes os obrigou a publicar mesmo sem ter certeza da informação. Algo muito sério, a meu ver. Mesmo que depois o erro seja concertado em tempo real, o estrago pode já estar feito. 

Por fim, uma das conclusões mais interessantes, a meu ver, envolve mudanças no estilo de escrever do jornalista, que se tornou mais pessoal e menos formal. Os jornalistas disseram estarem mais “criativos” e terem conseguido encontrar a sua “voz” e sendo mais concisos, escrevendo menos e sendo objetivos. Para eles, a web oferece uma tecnologia que permite a “expansão” da forma de trabalhar, que vai muito além do que a TV, o rádio ou o impresso oferecem. Eles também manifestram satisfação em ter um espaço para contar detalhes e curiosidades de notícias e dos bastidores que, se eles não tivessem blogs, jamais chegariam a público. “São interessantes, mas isso não significa que tenham espaço no jornal, na TV ou no rádio”, manifestaram muitos profissionais.

A pesquisa “Blogging Journalists” foi idealizada por Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog. Veja os resultados desse trabalho na íntegra e em inglês.

Written by Priscila Armani

sexta-feira, outubro 17, 2008 at 11:49 pm

Estudar mais, casar menos e ter menos filhos

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Nessa semana que passou, pesquisa do IBGE revelou dados bastante esclarecedores sobre o nosso país. Os dados, referentes ao ano de 2007, mostram duas perspectivas interessantes:

1ª: As tradicionais famílias de casais com filhos estão diminuindo significativamente.

2ª: As mulheres tem estudado mais e se casado menos, mas, ainda assim, os cargos de chefia vão para os homens.

O IBGE mostrou que, se em 1981o percentual de domicílios brasileiros habitados por casais com filhos chegava a 65%, em 2007 apenas 49% dos 56,4 milhões de domicílios apresentam a mesma situação. Além disso, o número de mulheres com apenas 1 filho subiu de 26% para 31% entre 1997 e 2007. E o número de casais sem filhos subiu de 13% para 16% em 10 anos.  

Outro dado: as mulheres tem estudado, em média, nove anos, enquanto os homens estudam oito. Elas dominam os cursos universitários do país, sendo que em 2007, 57,1% dos estudantes no nível superior eram do sexo feminino, contra 42,9% do sexo masculino.

Mas mesmo assim 5,5% dos homens brasileiros ocupam cargos de dirigência no país, enquanto 4,2% das mulheres exercem a mesma função. A sociedade avança, as mulheres se qualificam, mas o machismo persiste.

Mas acho os dados bastante animadores. Menos gente no mundo significa menos consumo, menos agressão ao planeta e filhos mais bem cuidados, com menos crianças no mundo passando fome. Os dados do Brasil se aproximam, aos poucos, dos dados do primeiro mundo. Mas até chegarmos no mesmo nível cultural e financeiro, quanta distância!

Written by Priscila Armani

domingo, setembro 28, 2008 at 1:41 pm

Pesquisa: o que os homens pensam?

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Já foi repercutido pelo Blue Bus ontem, mas eu não podia deixar de mencionar a pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Rexona com 300 homens de São Paulo, Rio e Recife, jovens entre 25 e 35 anos, das classes A, B e C.

A gente deve deduzir que ou os homens mentem muito em pesquisas ou que são mais sinceros com Ibope do que em seu dia-a-dia.

Os resultados obtidos pelo Ibope mostram surpreendentes 31% dos moços desejando que as coisas permaneçam da maneira como estão. Ou seja, homens dominando o mundo. Aparentemente, a maioria (84%) aposta que o domínio masculino é coisa do passado e que a cobrança sobre eles só crescerá com o tempo. E eles parecem conformados com isso.

71% dos homens pesquisados demonstra otimismo em relação ao futuro, com esperanças de que as empresas os apóiem com lançamentos capazes de ajudá-los a enfrentar os novos desafios, especialmente os do campo profissional, com produtos de alta tecnologia, menores e multifuncionais.

E o macho predador está, aparentemente, mais sensível. Cerca de 80% acha que os relacionamentos do futuro serão mais liberais. E a maioria (88%) gostaria que as mulheres levassem os relacionamentos mais a sério. Sério? Quem são esses caras e de que planeta eles vieram? Porque a gente não vê essas criaturas andando na rua?  

Outros dados peculiares: 90% dos pesquisados acreditam que boa aparência física e higiene pessoal são fatores capazes de transmitir uma imagem de sucesso. Daí vem os metrossexuais. Por favor, continuem assim. Homem cheiroso, elegante e bom profissional não faz mal a ninguém.

Written by Priscila Armani

terça-feira, agosto 26, 2008 at 8:58 am

Publicado em Variedades

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Menos papel, mais SMS

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O Pew Research Center for the People & the Press divulgou a mais recente edição da pesquisa que costuma realizar a cada dois anos e que detecta as tendências no consumo de noticias. Os resultados indicam algo já esperado: a queda na leitura dos impressos, sendo que esta foi ainda maior que a leitura das edições on-line dos periódicos.

Dos que participaram da pesquisa, 34% responderam que tinham lido jornal no dia anterior. Na pesquisa realizada em 2006, esse percentual era de 40%.

Já a audiência de telejornalismo permaneceu estável em relação a 2006. Mas os canais de notícias a cabo levaram vantagem, com ganho significativo de 34% para 39% em 2 anos. 

O percentual dos norte-americanos que disseram ler notícias on-line pelo menos 3 vezes por semana subiu de 31% para 37%. E a porcentagem de pessoas que acessam notícias na web (37%) está maior do que a audiência de um dos telejornais noturnos das TVs abertas (29%).

Engraçado observar que os jovens (com menos de 25 anos) tem consumido cada vez menos notícias. Em uma década, o percentual de não-consumidores passou de 25% em 1998 para 34%. Além disso, 37% desses jovens disseram que, quando se informam, é a partir dos telefones, por meio de SMS recebidos.

Written by Priscila Armani

terça-feira, agosto 19, 2008 at 1:29 pm