Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

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J.K. Rowling volta às livrarias com obra beneficente

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Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) – O novo livro da autora britânica J.K. Rowling, seu adeus extra-oficial às aventuras do menino mago Harry Potter, que a transformaram na escritora mais rica do mundo, chega às livrarias hoje, em lançamento internacional que inclui o Brasil.

Os lucros obtidos com as vendas de “Os Contos de Beedle, o Bardo”, previsto para virar best-seller apesar de a série de sete livros sobre Harry Potter ter terminado, serão revertidos para uma organização de caridade co-fundada por Rowling para beneficiar crianças carentes no leste europeu.

“Beedle, o Bardo” é uma coletânea de cinco contos de fadas e é mencionado no último livro da série, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, como tendo sido deixado para Hermione Granger, amiga de Harry, pelo diretor da escola Hogwarts, professor Dumbledore.

Apenas um dos cinco contos — “O Conto dos Três Irmãos” — foi relatado no livro de Harry Potter, e o volume contém pistas que se mostrariam cruciais na missão final de Harry de destruir o lorde Voldemort.

Num indicativo do interesse que o novo livro deve gerar entre os fãs jovens e velhos de Harry Potter, uma das sete cópias ilustradas e manuscritas de “Beedle, o Bardo” feitas por Rowling foi arrematada por 4 milhões de dólares num leilão no ano passado.

A livraria online Amazon, que comprou o exemplar, está imprimindo até 100 mil cópias de colecionador que custam 100 dólares cada, e a tiragem global do livro será de aproximadamente 7,5 milhões de exemplares.
As editoras e livrarias entregarão os lucros líquidos à organização beneficente indicada depois de cobertos seus custos, e as livrarias que o venderem com desconto — uma prática comum com a série Potter, devido à disputa por participação no mercado — sofrerão prejuízos.

Incentivo à Caridade

No catálogo de venda do exemplar leiloado, Rowling escreveu: ” ‘Os Contos de Beedle, o Bardo’ é na realidade uma destilação dos temas encontrados nos livros de Harry Potter, e escrever o livro foi a maneira mais maravilhosa de me despedir de um mundo que habitei e amei por 17 anos’.”

A escritora espera que o livro satisfaça as expectativas e renda milhões de libras para a organização The Children’s High Level Group (www.chlg.org), que ela fundou com a deputada européia Emma Nicholson.

A organização faz campanhas para proteger e promover os direitos de crianças em toda a Europa. Ela começou a atuar na Romênia, passando depois para Moldávia, Geórgia, Armênia e República Tcheca.

Em julho de 2007, “Relíquias da Morte” tornou-se o livro que vendeu mais rapidamente na história. Ao todo, os livros de Harry Potter já venderam 400 milhões de cópias em todo o mundo e foram traduzidos para 67 línguas.

Além disso, geraram uma franquia de filmes de sucesso que já lançou cinco filmes e arrecadou cerca de 4,5 bilhões de dólares. Estão previstos mais três filmes — “Relíquias da Morte” será dividido em duas partes.

“Beedle, o Bardo” pode não ser o último adeus de Rowling ao mundo de Harry Potter. Ela já disse que pretende lançar uma enciclopédia sobre a série, com renda também a ser revertida para caridade.

A autora de 43 anos foi a um tribunal de Nova York este ano para processar uma editora americana independente que pretendia lançar um livro de referência a Harry Potter com 400 páginas. Um juiz decidiu a seu favor em setembro.

Written by Priscila Armani

quinta-feira, dezembro 4, 2008 at 5:30 pm

Os alunos brasileiros também querem inovação

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O tablóide inglês The Sun publicou nessa segunda-feira matéria anunciando que o primeiro livro da série de sucesso de JK Rowling, Harry Potter e a Pedra Filosofal, será incluído no A-Level, exame que dá aos alunos britânicos dos últimos anos do ensino médio o certificado de educação.

A partir de 2009, os adolescentes ingleses terão de escrever uma estória de 800 palavras inspirada no livro e também uma redação de 1500 palavras comparando a autora de Harry Potter a outro escritor.
 
Só a repercussão disso já demonstra o abismo cultural enorme que há entre um país de primeiro e terceiro mundo. Ninguém se preocupa com os livros que nós, brasileiros, lemos! Eu, particularmente, não tenho nada contra livro nenhum. Gosto de Harry Potter, é contemporâneo e 90% dos alunos não se incomodará em absoluto em tê-lo na grade curricular por um motivo bem simples: já o leram. Muitos tem exemplares em casa. São fãs. Sabem a história de cor.

Aqui no Brasil um autor contemporâneo que eu adoraria ver na grade curricular e que contribuiria bastante para nossa educação é Luis Fernando Veríssimo. Ele é fantástico. Fala sobre o cotidiano como ninguém. E tem até um livro de comédias para ler na escola.

Acho que precisávamos de um pouco de coragem para reformular também nossos livros. Deve ter sido complicado para os ingleses substituir Shakespeare por Rowling. Os dois são completamente diferentes. Mas gosto é algo que não se pode discutir. Eu mesma detesto Machado de Assis, acho cansativo. E o autor foi um revolucionário! Mas acho que há espaço tanto pra ele como para Veríssimo. Os educadores precisavam era criar mais coragem. Quem sabe não sejam inspirados pela decisão dos britânicos?

Dica do dia: “Comédias para se ler na escola“, de Luis Fernando Veríssimo.

Written by Priscila Armani

terça-feira, abril 29, 2008 at 8:42 am