Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

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Cannes começa hoje

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cannes

Palácio dos Festivais, sede oficial do evento.

Fonte da foto: G1

Começam hoje as exibições competitivas da 62ª edição do Festival de Cannes.

Fugindo um pouco do fluxo habitual de posts e assuntos deste blog, vou acompanhar os destaques dessa premiação, sempre postando aqui alguma novidade, especialmente com relação ao filme “À Deriva”, de Heitor Dhalia, único brasileiro que estará participando da competição. 

Interessante saber que o próprio Dhalia estará postando, em tempo real, novidades sobre a competição. Acompanhe nosso representante no Festival no blog dele.

Para quem não conhece nada sobre Cannes, funcionamento, exibições e tudo o mais, é interessante acessar este link do Como Funciona, para entender melhor. É bem didático.  

Confira aqui galeria de fotos dos preparativos do Festival feita pelo G1. 

E não deixe de acompanhar pelo meu twitter e pelo twitter do Opperaa as novidades mais quentinhas do Festival.

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Written by Priscila Armani

quarta-feira, maio 13, 2009 at 3:33 pm

Publicado em Cinerama

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Contagem regressiva para Cannes

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Faltam 12 dias para o Festival de Cannes. Em clima de contagem regressiva, foram escolhidos diversos filmes para particpar do Festival, dentro e fora de competição. Destaque para “Antichrist”, de Lars Von Trier, “Inglourious Bastards”, do aclamado Quentin Tarantino, e “Taking Woodstock”, do fantástico Ang Lee.

Dentre os filmes exibidos fora de competição, merece ser mencionado “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, de Terry Gilliam, último filme realizado por Heather Ledger, no qual o ator estava trabalhando quando faleceu.

Na parte do festival chamada de Un Certain Regard (traduzida como Um certo olhar), destinada a filmes fora de competição mas que apresentam inovações, teremos a participação de “À Deriva”, novo longa-metragem do talentoso cineasta brasileiro Heitor Dhalia (de “Nina” e “O cheiro do ralo”). E ele não é o único brasileiro que estará participando.

“No meu lugar”, dirigido pelo brasileiro Eduardo Valente, também foi incluído na seleção oficial. O primeiro longa-metragem do cineasta será exibido em uma sessão especial da mostra, ainda sem data confirmada. Valente já participou de Cannes com três curtas-metragem, sendo que “O sol alaranjado” foi premiado pela Cinéfondation.

Confira a lista (quase) completa de todas as produções participantes do Festival.

Written by Priscila Armani

sábado, maio 2, 2009 at 1:00 am

Ralo fedido, filme bem feito

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Esse fim-de-semana tive o prazer de assistir “O Cheiro do Ralo“, filme brasileiro protagonizado por Selton Mello e baseado em livro de Lourenço Mutarelli.

O filme é uma viagem muito louca que, segundo o próprio autor, ele teve em cinco dias, durante um carnaval, em que não estava conseguindo entregar os trabalhos atrasados. Para quem não conhece, Mutarelli é um quadrinista paulista bastante talentoso e que já sofreu várias crises de síndrome do pânico. Como podemos vê-lo dizer com suas próprias palavras no DVD, o artista só se sente bem quando sabe onde fica a farmácia mais próxima. 

Podemos vê-lo atuando como o segurança que sempre usa vermelho nesse filme. Raras vezes vemos isso no cinema, um escritor que atua num filme que é baseado em sua própria obra. Em 90% dos casos, eles não estão “nem aí” ou estão “tão aí” que “descem a lenha” no filme ou em tudo relacionado a ele.

Mas o relacionamento do autor com o diretor Heitor Dhalia (que também fez o excelente Nina) e o ator Selton Mello é excelente e facilita muito as coisas. No Diário de Selton Mello, que compõe os Extras do DVD, vemos que a idéia de filmar a obra foi do próprio Selton e que o ator trabalhou muito para que o projeto fosse possível e ficasse fiel. Não li o livro ainda, mas parece ter funcionado. O resultado é, simplesmente, fantástico.

“O Cheiro do Ralo” conta a história de Lourenço, um rapaz que trabalha comprando todo o tipo de coisas e revendendo-as, ganhando muito dinheiro com isso. Na mente dele, o dinheiro lhe dá poder sobre as pessoas e ele acaba tratando tudo e todos como objetos, desde sua noiva (que ele não chama pelo nome, é apenas “noiva”) até a garçonete de uma lanchonete, pela qual ele não se apaixona, ele apenas fica louco pela bunda dela. Ou seja, de mulher ela passa a ser bunda na cabeça dele. Ele nem sabe qual é o nome da moça.

Além disso, ele fica com nojo e com fissura pelo cheiro do ralo de seu banheiro, que fede a… aquilo que você já sabe. Ele tenta se livrar do cheiro, até chega a cimentar o ralo, mas acaba se tornando “viciado” naquele odor imundo.

Surpreendente, envolvente e engraçado, o filme nos envolve e nos enoja, sendo uma obra prima de interpretação do Selton. Prestem atenção nesse cara. Se bobear, um dia ele nos traz um Oscar.

Written by Priscila Armani

segunda-feira, setembro 22, 2008 at 1:08 pm