Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

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Empresa de limpeza vence licitação do STF para prestar serviços de jornalista

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Insatisfeita com o resultado do Pregão Presencial número 16/2009 do Supremo Tribunal Federal, a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) vai contestar a decisão. A vencedora da licitação, que tinha como objeto a contratação de “empresa especializada para prestação de serviços de jornalista, categoria repórter-fotográfico e diagramador” foi uma empresa que presta serviços de limpeza.

Carlos Henrique Carvalho, Secretário-Executivo da Abracom, conta que a entidade encaminhou um ofício para a Comissão de Licitações do STF numa tentativa, em primeira abordagem, de que o órgão não entregasse a conta para uma empresa de limpeza. “Mas recebemos uma resposta do Secretário de administração e finanças do órgão, Washington Ribeiro da Silva, dizendo que a licitação permite contratar mão de obra”, diz. O resultado do Pregão Presencial no 16/2009 do STF, divulgado no dia 11 de março de 2009, teve como vencedora a empresa Assemp Limpeza e Conservação de Imóveis Ltda.

A Abracom questionará o pregão do STF junto ao Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União. “Entendemos que se o objetivo da licitação era contratar serviços especializados, as atividades de jornalismo, assessoria de imprensa e relações públicas são regulamentadas por leis específicas e o mercado dispões de centenas de empresas especializadas na prestação desses serviços”, registra Carvalho. “Mas se o objetivo da licitação era contratar mão de obra, aí pode haver contradição com o Estatuto do Funcionário Público, que prevê a realização de concurso público”, completa.

Nesta terça-feira (14/04) a Executiva da Fenaj analisou formas de colaborar com a iniciativa da Abracom.

Fonte de informações: Fenaj.

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Written by Priscila Armani

quinta-feira, abril 16, 2009 at 1:16 pm

Protesto à favor da regulamentação do Jornalismo

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Não posso deixar de comentar a respeito da polêmica envolvendo o projeto de lei 3981/08 que, na última semana, foi apresentado pelo Deputado Federal Celso Russomano e repercutiu mal entre a classe de comunicadores em todo o país. Este deputado é, na minha opinião, um político que está agindo de maneira irresponsável, quando propõe que jornalistas não precisem de diploma, mas que apenas tenham de possuir pós-graduação na área.

Qual terá sido o brilhante raciocínio de tal parlamentar ao julgar que um pós-graduado em jornalismo não precisa ser graduado na mesma área? Fico me perguntando isso porque, afinal de contas, uma pós pressupõe que um curso superior tenha sido feito antes. Como fazer pós sem a graduação?

E então se eu for graduado em matemática ou fisíca quântica posso trabalhar numa rádio e falar sobre Teoria da Relatividade aos meus ouvintes? Imagino a audiência do programa. Ou se eu for engenheiro e quiser fazer assessoria de imprensa de um deputado, imagina que sucesso, hein? Sim, claro, qualquer um pode fazer jornalismo, com certeza! Eu vou então fazer pós em Direito e começar a defender clientes! Ou fazer pós em neurocirurgia e operar o cérebro deste brilhante parlamentar…

Felizmente o povo brasileiro parece respeitar mais o jornalismo que o próprio congresso. Pesquisa realizada entre 15 e 19 de setembro, em 24 estados das cinco regiões brasileiras, pela FENAJ/Sensus divulgou que dos dois mil entrevistados, 74,3% se disseram a favor do Diploma para jornalistas. Apenas 13,9% dos entrevistados se mostraram contra o título profissional e 11,7% não souberam ou não responderam.

Por aí a gente vê que os nossos “representantes” não representam a nossa vontade no Congresso. E a população não é nada burra em exigir profissionais qualificados para cuidar do conteúdo das notícias produzidas. Se uma arma ou um bisturi podem matar, também uma notícia mal apurada pode acabar com a vida de uma pessoa. Diploma é o mínimo a ser exigido.

Written by Priscila Armani

quarta-feira, setembro 24, 2008 at 11:00 pm

Sangue escorrendo pela tela da tv

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A Rede Globo está exagerando. Seu desespero em busca do S, de sensacionalismo, está tão acentuado que a emissora está tomando medidas drásticas para garantir que o sangue continue jorrando.

Depois de espremer até a última gota da garotinha Isabella, deitar e rolar com Ronaldo e buscar o padre dos balões de aniversário, agora ela deve estrear em cinco de junho um programa que acompanhará operaçoes de emergência e de investigaçao – açoes das policias, dos bombeiros, guarda florestal e defesa civil. O nome provisório do “show”? ‘190’. E em suas histórias será permitida, inclusive, a ficção. Ninguém merece.

O programa deve ter uns 25 minutos de duração e o formato ainda está em aberto. Pode ser um reality show policial, um programa investigativo ou até um documentario curto. E as náuseas são garantidas.

Fico imaginando onde, na mesa do Boninho, fica guardado o Código de Ética da Fenaj. Na minha opinião, ele já o jogou fora.

Dica do dia: A TV Rock, emissora que transmite pela web, disponibiliza gratuitamente conteúdo de qualidade sobre música, rock ‘n’ roll e faz até transmissão de shows. Não deixe de assistir. Tá muito mais light que o Jornal Nacional.  

Written by Priscila Armani

quarta-feira, maio 14, 2008 at 3:30 pm