Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

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Men in black are back!*

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Marcelo Tas encabeça o CQC e coloca em prática no programa sua inteligência de sempre.

A reestréia do CQC, na última segunda-feira, foi muito legal. Inteligente e completamente reformulado, o programa conseguiu melhorar o que já era bom e agora apresenta boa parte de sua programação voltada para temas sérios, como a política e economia do nosso país.

Meu novo quadro preferido, criado pelas mentes brilhantes do programa, chama-se “Fala na cara”. Trata-se de uma ideia de mestre, que envolve deixar um político conhecido do público dentro de uma van enquanto os repórteres vão pras ruas e pegam depoimentos negativos dos eleitores sobre ele.

Ele, obviamente, está na van assistindo a tudo. O repórter finaliza com a pergunta: “Você falaria tudo isso na cara dele”? A pessoa, naturalmente, responde que sim, não imaginando que o CQC levaria até lá o político. Mas eis que ele sai de dentro da van!

A estréia foi, naturalmente, com o Maluf. Quase passei mal de rir! Colocavam a música trilha sonora do “Poderoso Chefão” todas as vezes que ele ia falar. E ele conseguiu, só no papo, convencer a todas as pessoas de que é um político honesto. Vê se pode!

Num outro quadro, chamado “Controle de Qualidade”, eles fizeram perguntas de conhecimentos gerais aos políticos no Senado e na Câmara de Brasília. Foi fantástico. Grande parte deles não sabia onde ficava Guantânamo ou o significado da sigla FARC. Isso para mostrar como nossos políticos não sabem de nada…. claro que vão haver pessoas que dirão: mas eu também não sei isso! Mas será que você está pleiteando que seu salário seja de R$ 24 mil? Pois é, eles sim… ler um jornal de vez em quando não ia fazer mal!

Os quadros bons de sempre, como “Proteste Já”, “TOP FIVE” e “CQteste”, permanecem.

Enfim, aplausos para essa galera talentosa do CQC! 2009 promete ser um prato cheio pra eles!

*Tradução do título: “Os homens de preto estão de volta!”

Written by Priscila Armani

sexta-feira, março 13, 2009 at 5:28 pm

CQC: o retorno (adiado)

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cqc

Rafael Cortez, Marco Luque e Felipe Andreoli experimentam roupa nova.

UPDATE: A reestréia dos homens de preto ficou para o dia 09 de março!

Na próxima segunda-feira, dia 02 de março, o CQC retoma seus trabalhos, alegrando nossas semanas. Oba! Já estava com saudades dos caras.

Além de retomar com pique total, eles vão ganhar guarda-roupa novo. Marco Luque, Felipe Andreoli e Rafael Cortez já estiveram na Band para fazer a prova dos novos ternos, feitos com um tecido que oferece melhor caimento e mais conforto aos humoristas.

Marcelo Tas foi o único que ficou de fora da prova dos novos ternos. Ele ainda está de férias e só retorna ao programa no dia 2, ao vivo.

O programa não apresentará modificações em sua bancada e, pelo menos por enquanto, nenhuma mulher entrará no CQC. Estarão eles recolhendo C.V.? Seria legal demais um emprego destes.

Fonte das informações: Portal 180 graus.

Written by Priscila Armani

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 at 3:45 pm

Humor a serviço da notícia

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cqc

Republico aqui texto da seção “Circo da Notícia”, do site Observatório da Imprensa, que elogia o trabalho jornalístico do CQC e analisa a questão do humor no programa. Achei esse texto muito interessante e pertinente. Não deixem de lê-lo, é bem esclarecedor.  

 
CQC
O humor e o escracho a serviço da notícia

Por Carlos Brickmann em 4/11/2008
  
A série é divertidíssima: um repórter do CQC se apresenta a políticos em evidência como especialista em marketing político, e sugere como devem se portar, o que devem dizer, como fingir que trabalham, coisas do tipo. Os políticos, sem exceção, obedecem imediatamente. E o programa põe no ar as ordens do “especialista em marketing político” e a maneira como os políticos as cumprem.

É humor ou jornalismo? É humor, porque é engraçado, é feito para fazer rir; e é jornalismo, por mostrar a verdade que tantas vezes se esconde por trás da atitude pública. Pede-se que um parlamentar abra pessoalmente a porta de casa, “para mostrar que é igual a todos”, que receba a reportagem “falando ao telefone”, e apareça no ar como “quem estava trabalhando”, que finja dar ordens a um grupo de assessores, exibindo sua capacidade de delegar tarefas. Eles obedecem.

O CQC, como o Pânico, tem forte tendência a ultrapassar certos limites, o que não é bom; mas, ao mesmo tempo, é exatamente essa tendência, essa ousadia, que abre novas possibilidades de captação de notícias. Idéias como a de entregar uma medalha de prata a quem tirou o segundo lugar no segundo turno são inovadoras, tanto que ainda não é possível saber se são ofensivas ou apenas engraçadas; mas, de qualquer forma, revelam o estado de espírito do perdedor com muito mais precisão do que as perguntas tradicionais da reportagem tradicional.

O exercício de um mandato eletivo está longe de ser (ou deveria estar longe de ser) um caminho suave, com lindas paisagens e riachos murmurantes. O exercício de um mandato eletivo exige capacidade de rebater dificuldades, de manter-se equilibrado diante de desafios, de suportar adversidades. Quem não for capaz de manter o bom-humor diante de uma provocação de jornalistas-humoristas talvez não tenha condições de conter-se diante de problemas reais.

É tudo muito novo, mas a experiência pode dar certo. Vale a pena acompanhá-la e torcer para que tenha êxito. Por que a notícia não pode nos divertir?

Written by Priscila Armani

quarta-feira, novembro 5, 2008 at 12:12 pm

Propaganda diferente

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O programa CQC, da Band, inova mais uma vez ao oferecer um formato diferente de mídia para os anunciantes. Aos invés do famigerado intervalo comercial a cada dez minutos, os anúncios são colocados entre as “editorias” do programa, antes da veiculação das matérias e quadros.

Além disso, as estrelas dos comerciais são os próprios humoristas que trabalham no CQC, o que torna a mídia mais engraçada, eficiente e e garante uma remuneração extra à equipe. De acordo com o apresentador do programa Marcelo Tas, a publicidade brasileira está precisando acordar para as novas mídias e para as novas formas de inserção comercial. Segundo ele, “vivemos uma era onde não adianta mais apostar apenas na mídia papai-mamãe e programar só a Veja e o Jornal Nacional”.

O jornalista enfatizou, também, o novo nível de exigência do telespectador/consumidor e que a TV deixou de ser a telinha de referência para os brasileiros. Para quem ainda não assistiu, abaixo um exemplo de uma das novas formas de inserção comercial oferecidas pelo CQC. Observem que antes da exibição de cada vídeo do Top Five temos as logos dos anunciantes fazendo parte das vinhetas. Na minha opinião, é bastante eficaz e levemente divertida.

Veja o que este blog já escreveu sobre o CQC aqui.

Written by Priscila Armani

quarta-feira, julho 30, 2008 at 8:10 pm

Publicado em A Mídia como ela é...

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CQC e o jornalismo que agoniza

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Na última segunda-feira, 09 de junho, fiquei realmente surpresa com o programa da TV Bandeirantes, o CQC, que estava passando e eu nunca tinha assistido em sua totalidade.

Minha supresa veio do fato de que me deparei com uma matéria do humorista Rafinha Bastos que era, simplesmente, sensacional! O quadro se chama “Proteste já”. E a matéria não era humorística não… era jornalismo! Pasmem… nem sei se aquele cara era jornalista formado mesmo, mas, enfim… fiquei boba!

Ele estava falando de superfaturamento de merenda escolar em Mairiporã, cidade que fica no estado de São Paulo, e entrevistou o prefeito da cidade, entrevistou todos os envolvidos e fez o trabalho direitinho. Ouviu todas as fontes e contribuiu, por meio de sua denúncia, com o Ministério Público, que está abrindo processo para investigar o caso. Fazia tempo que eu não via algo assim acontecer, sabe? Com bom humor e ética, ele soube abordar o assunto. E isso me encheu de esperanças de que o jornalismo ainda possa existir daqui a 20 anos.

Mas CQC é jornalismo? Eis a questão. Mas, além desta, trago outras questões ainda mais polêmicas:

1.Sensacionalismo é jornalismo?
2.Será que se a Globo faz uma matéria ela é jornalística e se o CQC faz é humor?
3.Coberturas exageradas de casos sangrentos como o Nardoni e o do austríaco que trancou a filha são necessárias? 
4.O jornalismo deve formar ou informar cidadãos?
5.Onde está o limite entre jornalismo e showrnalismo?
6.O que é notícia? O bom? O bizarro? O que tiver os melhores ângulos?

Acredito que estamos numa crise sem precedentes do jornalismo e isso por um motivo bem simples. A maior parte dos jornalistas não consegue, em seu dia-a-dia de apuração, responder à essas perguntas. Virou um verdadeiro pandemônio. Todo mundo é comunicador, mas, ao mesmo tempo, ninguém é. A balbúrdia predomina e as pessoas, lógico, não tem tempo de digerir tanta informação. E a informação veiculada tem sido da pior qualidade.

Aqui em Belo Horizonte temos duas publicações sensacionalistas: Super e Aqui. São de embrulhar o estômago. E custam R$0,25. Todo mundo lê. Por causa da qualidade? Obviamente não. O sucesso do jornal se deve aos R$ 0,25. Fico torcendo pro preço subir e todo mundo falir. Mas não sobe… uma pena. Eles não são tão burros assim.

Fico me perguntando como será o futuro do jornalismo se um gigante como a Globo está perdendo a majestade, os jornais de qualidade estão falindo e as pessoas preferem assistir ao Youtube e alugar filmes do que saber das notícias.

Mino Carta disse, em uma entrevista recente, que acredita que o jornalismo brasileiro não tem futuro porque os jornalistas acham que o público é burro. Eu assino embaixo. E digo mais: os jornalistas acham que conhecem o público. Doce ilusão. Talvez Steve Jobs esteja mais perto disso que nós. 

Written by Priscila Armani

terça-feira, junho 10, 2008 at 8:01 pm