Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

Archive for the ‘Dica de DVD’ Category

Top 5 Dia dos Namorados

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Um pouco tardiamente, é verdade, mas atualizo aqui contando sobre minha colaboração no Cinema de Buteco com um Top 5 especialíssimo de Dia dos Namorados. Confiram aqui e palpitem. Os filmes que indiquei são excelentes em qualquer época do ano, então vale a pena alugá-los pro fim-de-semana! Não deixem de ver por si próprios!

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Written by Priscila Armani

quarta-feira, junho 16, 2010 at 3:23 pm

Publicado em Cinerama, Dica de DVD

Cinco filmes para assistir em tempos chuvosos e frios

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Faz frio e chove em BH. O que me deu a ideia deste post. Caso esteja assim na sua cidade também, aproveite as dicas e curta um bom filme! Nem todos são lançamentos. São apenas sugestões. Para saber mais sobre os filmes, consulte a locadora de sua preferência.

Cinco filmes para assistir em tempos chuvosos e frios:

1. Para quem gosta de ação

Bastardos Inglórios

Esse filme de Quentin Tarantino não tem tanto sangue ou diversão quanto Kill Bill e Cães de Aluguel. Ainda assim vale a pena ser visto, pelas atuações de Brad Pitt como um impiedoso inimigo dos nazistas e Christoph Waltz como um “caçador de judeus” bem tragicômico e ordinário. O papel lhe rendeu, inclusive, o Oscar 2010 de Melhor Ator Coadjuvante.

2. Para quem quer pensar um pouco

Guerra ao Terror

Grande vencedor do Oscar 2010, com seis estatuetas, esse filme vale a pena ser conferido tanto por suas atuações quanto por seu enredo, extremamente emocionante. Destaque para a forma de filmar de Bigelow, extremamente ágil e que dita o ritmo da narrativa. É uma obra imperdível, para cinéfilos ou não.

3. Para os românticos chorões

Para aqueles que gostam de se emocionar com belas histórias de amor tenho duas sugestões. A primeira é Hanami – Cerejeiras em Flor, um dos filmes mais bonitos que já vi em toda a minha vida e com o qual chorei praticamente durante toda a projeção. Nele, o amor além da vida é o tema, em toda a sua beleza. Imperdível e inesquecível.

Mas, como não tenho certeza se Hanami está em DVD em todo o país, recomendo também O Mistério da Libélula, filme mais antigo, mas igualmente bonito, no qual um homem (Kevin Costner) é assombrado pela tristeza devido à perda recente de sua mulher. Mal sabe ele as surpresas que a vida ainda lhe reserva. Seguindo sua intuição ele terá uma grande alegria.

4. Para quem gosta de terror

Atividade Paranormal

Fugindo dos clichês comuns em filmes de terror, que normalmente envolvem partes do corpo que foram decaptadas e muito sangue, este filme usa apenas nossos medos mais primários para nos assustar. Nada é exposto. Todo o terror está em nossa própria mente. O que torna as coisas levemente interessantes.

*Dica*: não assista sozinho. Esteja acompanhado.

5. Para as crianças e toda a família


Esse DVD está disponível apenas em algumas cidades. Para quem não teve a oportunidade de vê-lo em 3D vale a pena alugá-lo mesmo assim e se divertir com a perspectiva colorida e ambientalmente correta de um outro mundo que Cameron nos oferece. Apesar de fraco do ponto de vista de enredo, a obra é diversão garantida para a criançada. É um filme palatável, para todas as idades.

*Dica*: Se Avatar não estiver disponível na sua locadora, recomendo UP – Altas Aventuras ou A Era do Gelo 3. Também são excelentes pedidas.

Written by Priscila Armani

segunda-feira, maio 10, 2010 at 4:43 pm

Publicado em Cinerama, Dica de DVD

Dicas: O Passado e O Último Tango em Paris

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o_passado

O Passado: chato e nada romântico. Obsessão e falta de amor-próprio não justificam tudo.

Esse feriadão de Dia dos Namorados decidi “apimentar” um pouco as coisas e dei ao meu esposo o DVD de “O Último Tango em Paris” de presente. Que bobagem fiz!

Grande engano acreditar na fama do filme de erótico e acreditar na sinopse que dizia que “os dois personagens faziam de tudo naquele quarto para se satisfazerem”. Que nada! Eles conversavam bastante, estavam em crise como quase todos os personagens de Bertolucci, mas nada demais. Muita propaganda enganosa e eu não sou a única a pensar assim.

É um filme muito triste. Marlon Brando (sensacional como sempre) é um homem que perde a mulher tragicamente, num suicídio. Ele está em crise, sofre com o luto, está à beira da loucura. Tenta entender aquilo que não tem explicação.

Maria Schneider é uma jovem que namora um cineasta e está em busca de um apartamento para viver com ele. Durante essa busca, cruza com Brando várias vezes. Até que ela dá de cara com ele num dos apartamentos que visita. E os dois fazem sexo.

Não nos esqueçamos que naquela época a AIDS ainda não existia. Nos dias de hoje, transar com um desconhecido é brincar com a própria vida. Para as lentes de Bertolucci, era uma triste busca dos dois por um sentido naquelas vidas vazias.

Os dois personagens desenvolvem um polêmico (e nojento) relacionamento, unicamente sexual, que vai dar, obviamente, em merda. Quem conhece o Bertolucci sabe que dificilmente as coisas seguem outro tipo de rumo nos filmes dele.

Resumo da ópera: É um filme triste e não recomendo a ninguém que comemore Dia dos Namorados com ele! Mas não deixa de ser uma obra memorável, reflexiva e bonita. Mas nada romântica nem erótica!

Nunca acreditem ou se dêem ao trabalho de ler sinopses de contra-capa de filme… Melhor pesquisar na Internet.

Para completar o fim-de-semana prolongado, assistimos a “O Passado“, de Hector Babenco, no Domingo. Esse filme consegue ser quase tão “não-romântico” quanto o primeiro. Com a desvantagem de não ter Brando como protagonista.

Rimini (Gael Garcia Bernal) é casado com Sofia (Analía Couceyro) há 12 anos quando decide se separar. Ele não dá nenhum motivo em particular para isso. Aparentemente, o amor acabou. E ele segue a vida dele, com outros relacionamentos, sofrendo por ter se separado e até relativamente apegado à namorada da adolescência. Mas deixa a vida o levar.

Seja quando ele conhece Vera (Moro Angheleri) ou quando ele decide construir uma nova vida com Carmen (Ana Celentano), a ex-mulher o atormenta. Ela é pior que macumba. Onde ele vai, ela está. Até mesmo na maternidade. A criatura é apavorante. O amor obsessivo a tranforma numa pessoa assustadora.

O filme não é nada romântico nem sequer chega a ser “bonitinho”. A luta da personagem pelo amor perdido é bastante cansativa. Seu suposto “amor” é, na verdade, uma falta de amor-próprio que chega a dar muita pena. E o tal Rimini também é malucasso. Joga sua vida fora sem se dar conta disso.

Os dois filmes possuem em comum a propaganda enganosa. Aparentam ser sobre amor, sobre romance, sobre sentimentos elevados. Mas são, na verdade, sobre como o ser humano é triste e solitário, sempre buscando do lado de fora aquela felicidade que é essencial que ele encontre dentro de si mesmo primeiro.

Written by Priscila Armani

domingo, junho 14, 2009 at 11:20 pm

Amor à flor da pele

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Queria pedir mil desculpas a todos os meus leitores. Dei uma parada no blog e motivo é óbvio: muito trabalho! Além disso, minha irmãzinha, viciada em MSN, não tem deixado o computador de casa disponível para coisas importantes. Assim sendo, me perdoem pela ausência prolongada. 

Hoje vou dar uma dica de DVD que é especialmente para aqueles que gostam de uma narrativa mais lenta e reflexiva. O filme se chama “Amor à Flor da Pele“, e foi dirigido por Wong Kar-wai. A produção  é do ano 2000, mas a reconstituição de época beira a perfeição, nos levando de volta à década de 60 e a uma Hong Kong cheia de problemas. 

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A Revolução Cultural na China mexeu com a vida de muitas famílias. A do próprio diretor do filme, por exemplo, saiu de Xangai nesse período. O inchaço populacional combinado à situação econômica fez com que muitas pessoas precisassem alugar quartos em casas de outrem. E é justamente em torno de dois casais que sublocam quartos em apartamentos vizinhos que é construída a história do filme.

Um caso entre dois dos cônjuges acaba por aproximar as partes traídas, no caso a sra Chan (Maggie Cheung), uma secretária, e o sr Chow Mo-wan (Tony Leung), um jornalista.

Chan e Chow começam a ter contato por causa de sua desconfiança. Em certo momento, o homem convida a vizinha para um café de modo a tentar descobrir algo e os dois, juntos, acabam por ter certeza de que estão sendo traídos. A partir daí, já que os amantes estão viajando e não voltam nunca, os dois começam a passar cada vez mais tempo juntos e o que era formalidade acaba dando lugar a sentimentos profundos, porém contidos: “Não seremos iguais a eles” diz a sra Chan em determinado momento ao sr Chow, claramente refreando seu amor, por não querer repetir os atos de seu marido.

A trilha sonora do filme contribui bastante para criar a atmosfera de desejo contido. Cada canção ou tema é tocado diversas vezes durante o filme, principalmente “Yumeji’s Theme”, composta especialmente por Michael Galasso e que envolve o espectador, chegando a nos dar uma falta de paciência inevitável.

Impossível deixar de destacar a grande atração do filme: a fotografia. Christopher Doyle deixa os planos magníficos e dá sentido poético às ações mais banais, como, por exemplo, Chan descendo e subindo uma escada, colocando os chinelos, usando vestidos fantasticamente coloridos e Chow acendendo um cigarro ou correndo na chuva, com o terno molhado. 

“Amor à flor da pele” é, acima de tudo, poesia e irá frustrar aqueles que estiverem na expectativa de uma grande aventura romântica, cheia de emoções. O filme é linear, sempre mais do mesmo, mas Wong Kar-wai consegue contar essa história de maneira a ela se tornar um grande clássico. 

Observação: Está em 75º lugar na lista dos “100 melhores filmes de todos os tempos”, formulada pela Revista Bravo! 

Assistida em: Domingo passado à tarde, tomando guaraná e comendo pastéis de queijo. 

Fonte de Informações: Site Contracampo.

Written by Priscila Armani

terça-feira, maio 26, 2009 at 12:01 pm

Lawrence da Arábia

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Hoje vou dar um presente para vocês. Duas dicas de DVD na mesma semana, hein? Sou boazinha ou não sou?

E o detalhe dos mais importantes: esta outra dica é tão boa quanto ou até melhor que “Ladrões de Bicicleta”! Preparem-se! Porque agora vou recomendar para vocês um dos melhores filmes de todos os tempos.  

O filme é Lawrence da Arabia (1962) e conta, de maneira bela, poética e cinematográfica a trajetória de Thomas Edward Lawrence enquanto uma das principais figuras articuladoras da Revolta Árabe, ocorrida entre 1916 e 1918. 

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Anthony Quinn, Peter O'Toole e Omar Shariff, em cena do filme.

No filme, Lawrence (interpretado de maneira fantástica por Peter O’Toole) é um oficial britânico que está entediado em meio a trabalhos burocráticos e convence seus superiores de que será mais útil indo até o deserto, em missão a campo, para auxiliar o Príncipe Feisal (Alec Guinness, também conhecido como Obi Wan Kenobi).

A tribo do Príncipe é uma das muitas que, futuramente, viria a compor o povo árabe. Lawrence é um dos primeiros a ter essa percepção de união das tribos e, por isso, estabelece uma estratégia para poder salvar a tribo do Príncipe. Essa estratégia consistia em, nada mais nada menos, atravessar um deserto imenso, durante mais de 20 dias, com longo período sem poder abastecer nem os camelos de água. Sol a pino durante o dia, frio intenso durante a noite.

A impressão que temos, devido ao impacto inicial e ao desconhecimento, é de que não seria possível que esse homem tenha feito tudo o que fez no filme e, segundo a biografia dele, até mais do que foi mostrado.

Mais é esclarecedor, nesse sentido, informações que a Wikipedia nos traz:

“Na adolescência, (ele) se submetia a um regime espartano de treino físico que o tornaria extremamente resistente. Era frequente fazer jejuns prolongados ou alimentar-se pobremente. (…) Mais tarde, em 1909, ao preparar a sua tese de licenciatura, viajou até à Síria onde estudou os castelos dos Cruzados, percorrendo enormes distâncias a pé”.

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Foto do verdadeiro T. E. Lawrence. A semelhança física de O'Toole com o personagem é impressionante.

Munidos dessas informações, entendemos o porquê da resistência física do protagonista ser tão grande, ficando ele sobre o sol a pino, sem água, sem comida, montado em camelo, mas resistindo bem. Em vários momentos do filme, nos surpreende a força de vontade do personagem, quase um super-herói do início do século XX, mas feito de carne e osso.

Bom destacar que esse filme foi a estreia de Peter O’Toole no cinema e ele não perdeu a oportunidade de tornar sua atuação inesquecível. Omar Sharif (Xerife Ali) e Anthony Quinn (Auda abu Tayi) também são maravilhosos. Uma verdadeira aula de atuação, dos três.

Outro destaque que não pode deixar de ser mencionado é a trilha sonora, impecável como poucas na história do cinema. O compositor francês Maurice Jarre, falecido em março desse ano, ganhou um de seus três Oscar por ela. Grandiosa como o filme e marcante, ela tem, inclusive, espaço reservado na projeção. Durante as quase quatro horas dos DVDs temos cinco minutos iniciais só de música, cinco no intervalo e cinco no início do outro disco, como assim exigiu o diretor do filme, David Lean (Passagem para a Índia, A Ponte do Rio Kwai).

Jarre executa parte da Trilha Sonora do filme:

O filme foi indicado em 1963 a 10 Oscar, sendo que ganhou 7: Melhor Direção de Arte, Melhor Cinematografia, Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Filme e Melhor Sonorização.

Acho que Peter O’Toole e Omar Sharif mereciam os Oscar de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante a que foram indicados. Mas os dois eram jovens ainda. O’Toole, infelizmente, nunca ganhou um Oscar, a não ser aquele pelo conjunto da obra (Ridículo isso! Gringos idiotas!). Já Shariff ganhou um Globo de Ouro por sua atuação no filme. Nunca mais foi indicado ao Oscar.  

Trailer encontrado no Youtube, mas não é o oficial:

Fontes consultadas para a elaboração desta resenha crítica:

Wikipedia, Cineplayers, T.E. Lawrence Studies, IMDB.

Written by Priscila Armani

quinta-feira, abril 23, 2009 at 2:06 am

Ladrões de Bicicleta

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Minha dica de dvd de hoje é de arrebentar a boca do balão. Se tem um filme que eu posso recomendar sem medo é esse de hoje, excepcional por sua qualidade e também pela emoção que transmite ao expectador.

O filme é “Ladrões de Bicicleta“, de Vittorio De Sica, realizado em 1948, logo após a Segunda Guerra Mundial.

Disponível em poucas locadoras por ser uma raridade e difícil mesmo até de ser encontrado para comprar, esse clássico do cinema mundial é um dos principais representantes do estilo Neo-realista, no qual o cinema italiano se tornou uma referência mundial naquela época.

Vittorio De Sica, para quem não sabe, foi ator, antes de ser diretor. Era uma espécie de galã, atuando em filmes românticos. Quando começou a ficar um pouco conhecido, dirigiu seus primeiros filmes, também ao estilo “comédia-romântica”, de enredos bastante simples.

A partir de 1942, já tendo obtido a confiança dos estúdios e tocado pela situação triste na qual a Itália se encontrava, dedicou-se a fazer filmes que refletissem a realidade nas telas dos cinemas. “Ladrões de Bicicleta”, inserido nesse contexto, chamou a atenção pela qualidade que apresentava, reconhecida pelo Oscar que ganhou.  

A qualidade estava tanto na fotografia e na edição quanto na atuação dos atores. Todos eram amadores e deram ao filme uma intensidade impressionante. Particulamente o ator Enzo Staiola, o menino Bruno, atuou de maneira única, emocionando platéias em todo o mundo. Suas lágrimas eram verdadeiras: o próprio Vittorio chegou a lhe dar tapas no rosto.

A história do filme é ultrajante, mas é a pura realidade. Antônio Ricci (Lamberto Maggiorani) consegue um emprego depois de muita espera. Sua família passava fome e a alegria que sentiu com a oportunidade de trabalhar acabou quando soube que para ser colador de cartazes na rua precisava obrigatoriamente de uma bicicleta.  

Ele tinha uma bicicleta, mas a havia penhorado. Sua mulher Maria (Lianella Carell) decide vender os lençóis do enxoval para obter dinheiro para resgatar a bike. Assim, ele consegue a bicicleta de volta e obtém o tão sonhado emprego, que lhe daria perspectivas para o futuro.

Bem, pelo nome do filme já se supõe o que acontece depois. Alegria de pobre dura pouco mesmo. E não duvido nada que essa frase, inclusive, tenha tido em suas origens a história construída por De Sica.

O filho do casal Bruno (Enzo Staiola) acompanha o pai em busca da bicicleta, sendo seu companheiro fiel em todas as horas de angústia. O filme me lembrou demais a obra “Os Ratos“, do escritor gaúcho Dyonélio Machado, que gera em que lê também uma sensação terrível.

As duas obras nos fazem concluir, inevitavelmente, que a vida pode ser boa mas, para algumas pessoas, a vida é uma merda sem fim.

O filme dá muita raiva, já adianto a vocês! Mas é a realidade, nua e crua, que vemos nas telas. Por isso, “Ladrões de Bicicleta” jamais envelhece nem perde a emoção que carrega consigo.

Trailer não-oficial do filme, que achei no Youtube:

Written by Priscila Armani

segunda-feira, abril 20, 2009 at 2:08 am

Fitzcarraldo

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A dica de DVD de hoje para vocês é coisa de maluco. Maluco mesmo, o diretor do filme, os atores, todo mundo! O filme é Fitzcarraldo, de 1982, e foi em parte realizado em Manaus, no Brasil.

Fitzcarraldo é, acima de tudo, um épico. Não tanto por causa do enredo que, se pararmos para pensar, é bem idiota. Mas a trajetória mostrada no filme é muito emocionante, especialmente porque ela aconteceu de verdade!

Dirigido e roteirizado por Werner Herzog, um dos grandes nomes do cinema alemão, Fitzcarraldo é a história de Brian Sweeney Fitzgerald, um maluco que sonha em construir no meio da Amazônia Peruana um teatro de ópera. Ele é fã de Caruso, grande intérprete de ópera e tenta ganhar dinheiro dos jeitos mais inusitados para poder bancar seu caríssimo sonho.

Curiosidade é que o próprio diretor do filme era fã de ópera. E o ator Klaus Kinski e o diretor brigaram durante todo o tempo das filmagens. A relação de amor e ódio dos dois foi, inclusive, motivo do documentário “Meu Melhor Amigo“, que muitos anos depois foi realizado pelo diretor.

Kinski tinha um gênio extremamente difícil (os índios que participam do filme chegaram a se colocar à disposição do diretor caso ele quisesse a morte do ator). Isso, somado a um roteiro praticamente impossível de executar, filmagens longas e cansativas e até mesmo mortes torna Fitzcarraldo um filme que merece destaque até mesmo por ter acontecido!

Nele vemos um barco a vapor subir um rio cheio de índios canibais em busca de uma terra que Fitzcarraldo comprou para explorar borracha e bancar seu louco sonho. Quando ele chega em determinado ponto, ele revela à sua tripulação o plano: fez o caminho contrário do normal, para evitar as fortes correntes de água. Para chegar ao destino, ele irá levar o barco por cima de uma montanha, arrastando-o por terra, até chegar a outro rio, do outro lado!

Impossível? Nada disso! E o pior: não tem efeito especial nenhum! Aconteceu de verdade! Eles desmataram árvores imensas para poder passar o barco por cima das montanhas. Imagina se o Greenpeace fica sabendo disso na época???

Vale a pena assistir o filme também por causa das geniais atuações de José Lewgoy como Don Aquilino, Grande Otelo, como o doidinho da estação de trem, e Milton Nascimento, como porteiro do Teatro de Manaus. Eles fizeram apenas pequenas pontas no filme, mas estão excelentes!

Written by Priscila Armani

sábado, abril 11, 2009 at 2:12 am