Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

A Ironia da Uniban

with 4 comments

Leila_Diniz

Na foto, Leila Diniz, que chocou o país inteiro ao ir pra praia de biquini grávida. Parece que não mudou muita coisa de lá pra cá...

No meu MP3, em qualquer emissora que eu coloco, tá rolando um debate sobre a absurda decisão da Uniban de expulsar Geisy, a aluna que foi quase linchada por colegar por usar um vestido curto dentro do campus.

Isso em uma universidade, local em que, teoricamente, você deveria ter liberdade para o debate, o ir e vir, a convivência, enfim, um local historicamente mais “liberal” que um colégio de freiras, digamos assim. Quem já fez faculdade entenderá do que eu estou falando…

E não me venham com argumentos do tipo “ela provocou” ou “ela estava expondo as partes íntimas”. Isso é balela!

Nenhum tipo de violência, na minha opinião, se justifica. Justificar atos de vandalismo, agressões, tortura, isso é coisa que só gente estúpida faz. Normalmente o tipo de gente que já tentou justificar era adepto de, por exemplo, hummmm… vejamos… o NAZISMO ou a DITADURA MILITAR. Entende o que quero dizer? Não tá certo. E ponto final!

É muita ironia que alguém venha falar de moral e de “expor as partes íntimas” no Brasil, onde deputado bate ponto e vai viajar ao invés de trabalhar, só se vê mulheres semi-nuas na televisão e temos de colocar as crianças pra dormir antes das 17hs porque novela global só tem cena de pegação. Isso sem mencionar a qualidade dos programas que são exibidos de tarde…

Detalhe: a faculdade está usando isso para se auto-promover. Não tem nada de bons costumes nessa jogada não. Eles estão se valendo do escândalo. Não tem outro motivo para expulsarem ela. E isso é fato. Do contrário, eles não patrocinariam o Pânico na TV!, programa com o maior número de bundas por metro quadrado da TV brasileira.

Na minha opinião, é tudo uma questão de escolha. Não curte o programa? Muda de canal. Não quer ver as partes íntimas da colega, vá à diretoria. Sinceramente, não acho que essa menina seja a “galinha” que estão pintando por aí. Do contrário, o chefe dela não teria dito que ela é excelente funcionária e que as portas do estabelecimento onde trabalhava estão abertas para quando ela quiser voltar.

Enfim, essa é a MINHA OPINIÃO. E esse é um espaço livre para vocês opinarem. Fiquem à vontade. 😉

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Written by Priscila Armani

segunda-feira, novembro 9, 2009 às 4:26 pm

4 Respostas

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  1. Arrasou. Concordo Priscila… principalmente com a parte que você lembra que a faculdade, Uniban, está se valendo do escândalo pra ficar mais e mais tempo na mídia.

    Amanda Medeiros

    segunda-feira, novembro 9, 2009 at 11:18 pm

  2. Trago-te aqui um fragmento dum texto escrito por vossa senhoria, cujo título é: “Coloridos artificialmente”. Teci, pelo o que me lembro, alguns comentários. Eis o que você disse:

    “As sem bom senso algum usavam salto alto, daquele bem alto mesmo, e blusas sensuais, provocantes, peladas. Posso dizer que algumas se davam ao luxo de usar um pano cortado mesmo. Eu jamais chamaria aquilo de blusa. E eu reforço: tava frio! Tinha uma garota lá que estava, realmente, como uma prostituta de luxo. Duvido que sequer soubesse do que se tratava o show…”

    Engraçado tua revolta neste texto sobre o vestido, afirmo-te que é incoerente, falo isso calcado no que vossa senhoria escreveu no trecho sobre as pessoas que são coloridas de maneira artificial. Poder-se-ia dizer que vossa senhoria mudou de opinião?

    Letícia Nogueira

    terça-feira, novembro 10, 2009 at 5:30 am

    • Achei interessante sua pergunta. Não, não mudei de opinião. Não acho que usar roupas chamativas ou provocativas seja algo legal. Pelo menos, não para mim. Jamais iria à faculdade como a Geisy foi. E provavelmente, se estudasse lá, não acharia legal ela ir com aquela roupa.
      Mas não acho que apenas por causa disso a pessoa mereça ser linchada. Não acho que nenhum tipo de violência se justifique. Ela tem a liberdade de ir e vir da forma como quiser. Eu tenho a liberdade de gostar ou não do jeito dela. Mas o meu direito não ultrapassa o dela, entende? Eu não sou a dona da verdade. Nem ela seria. Cada um na sua, com o seu estilo. Ela é livre para criticar quem quiser, eu sou e você também é. E é por isso que somos uma democracia. Ninguém sai no tapa por divergência de opiniões.
      Fiquei feliz em saber que tenho um leitor atento, que acompanha o blog!
      Beijos.

      Priscila Armani

      terça-feira, novembro 10, 2009 at 10:13 am

  3. Priscila, parabéns pelo ótimo texto!
    Concordo com tudo o que disseste!

    Abraço! =)

    Sara Neves

    segunda-feira, dezembro 7, 2009 at 10:39 pm


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