Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

O pipoqueiro, Luiz Ruffato e a sorte

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Ontem (04/11) conheci, juntamente com meu marido, o Luiz Ruffato. Ele é, simplesmente, uma gracinha. Não há palavra melhor para definí-lo. Um homem nobre, humilde, extremamente simpático. Que fez o meu marido muito feliz e até mais fã dele do que era antes. Daqui a pouco conto porquê.

Antes, preciso dizer que não existe nada mais gostoso no mundo do que ajinomoto com pipoca! Siiiim! É algo simplesmente fan-tás-ti-co! Antes de ir à Biblioteca Pública passei num pipoqueiro que fica ali perto e fiquei de cara com ele. O mérito dessa descoberta devo todo ao seu carrinho de pipoca super diferenciado. Ele usa um casaco onde se lê “n°1” e oferece pipoca de vários tamanhos e preços: um real, dois reais, três reais. Além disso, ele oferece pipoca com bacon e com queijo. E tem uma variedade de temperos para se colocar na pipoca, dentre eles o ajinomoto. Comprei uma pipoca comum e coloquei o tempero… Ai, pra que? Agora mal posso esperar por comer de novo! Vou ter de ir num supermercado urgente comprar o negócio pra colocar na pipoca! É um manjar dos deuses! Ainda mais pra mim, que sou super viciada em pipoca!

Além da pipoca, ele também tem diversos tipos de balas coloridas, fugindo do lugar-comum de vender aquele coquinho apenas. É o pipoqueiro mais diferenciado que já vi em BH! Ele merecia uma matéria. Vai aí a dica pro pessoal da piauí ou pra quem mais tiver interesse num personagem legal como ele.

O pipoqueiro faz um link importante com o Ruffato porque o pai dele, pasmem, era pipoqueiro. Mineiro de Cataguases, a mãe era lavadeira e ele se formou como torneiro mecânico antes de fazer Comunicação na Universidade Federal de Juiz de Fora. Escritor há pouco tempo (6 anos), já ganhou inúmeros prêmios de literatura nacionais e internacionais. Sua obra de maior repercussão até hoje, Eles Eram Muitos Cavalos, foi resenhada pelo meu marido e é um de seus livros preferidos. Ontem ele lançou em BH, pelo Sempre Um Papo, sua nova obra: Estive em Lisboa e Lembrei de Você.

Chegamos cedo, vimos o Ruffato lá, super acessível e ficamos com vergonha de falar com ele. Ao final do debate, meu marido criou coragem e fez uma pergunta pra ele, que foi super legal. Teve o sorteio de um exemplar do livro e adivinhem quem ganhou? Ele mesmo, que tinha acabado de perguntar. O Ruffato autografou, pegamos o e-mail dele, e ele foi super simpático, “gente como a gente”, sabe? Abraçou meu marido e até a mim! E me colocou na dedicatória do livro. Nem precisava! Foi muita sorte, tanto ter ganho o livro quanto conhecê-lo.

Simplesmente um cara como poucos. E detalhe: sabe como ele se relaciona com o mercado editorial? Via pagamento! Cito aqui palavras dele: “Quer que eu faça isso pra você? Me pague! Porque tem de ser de outra forma? Eu não tenho problemas com o mercado editorial. Todo mundo que está nele, que eu conheço, está bem de vida. Então porque não me pagarem pelo meu trabalho? Eu quero ganhar dinheiro fazendo o que gosto e quero ganhar muito! Não tem problema nenhum, de onde eu vim, em ganhar dinheiro honestamente. Tem gente que diz que não quer ganhar dinheiro com arte. Pois eu quero! Qual o problema? Eu vivo de literatura. E tenho de pagar contas. Por isso, comprem meu livro!”

E eu repito: qual o problema de ganhar dinheiro? Sim, sou mais o Ruffato que o Salles. Quero ganhar dinheiro honestamente. E pagar minhas contas. E se for com cultura então, melhor ainda.

 

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Uma resposta

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  1. Concordo plenamente com as observações… Aliás, Ruffato é um tipo atípico, que coloca a profissão de escritor como laboral e acessível. Fica a dica: estando em sua cidade, não perca uma conversa com ele!

    Salomão Terra

    quinta-feira, novembro 5, 2009 at 11:25 am


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