Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

A história do Contador de Histórias

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Fonte: Mondo BHZ

Belo Horizonte, final da década de 70. Um garoto de seis anos, caçula de dez irmãos, mora na favela em condições precárias. Ele é o escolhido por sua mãe para ir viver numa nova instituição, anunciada pelo governo como uma oportunidade para aqueles que viviam na pobreza. A instituição era a Febem. E essa história poderia terminar muito mal, como tantas outras.

Mas ao invés de ser um assaltante ou um morador de rua, Roberto Carlos Ramos decidiu ir além. Sua trajetória de vida é o tema de O Contador de Histórias. Dirigido por Luiz Villaça, o filme foi realizado graças a iniciativa dele, que se interessou pela história depois de lê-la num livro. “Estava lendo para o meu filho. Era uma história infantil. No final do livro, descobri que era a história do contador de histórias. Fui atrás dele e conversamos. Gravei uma série de bate-papos que tivemos”.

As gravações fomentaram a elaboração do roteiro, mas a participação do contador de histórias parou aí. Isso foi um acordo entre o diretor e o personagem. Roberto Carlos deu total liberdade a Villaça para trabalhar. “Como o filme não é um documentário, combinei com o Roberto que ele só veria o filme pronto. E ele me deu total liberdade. É uma ficção. Baseada na vida dele, é verdade, mas uma ficção”. 

No filme, Roberto Carlos é retratado em três momentos: aos seis (Daniel Henrique), aos 13 anos (Paulinho Mendes) e já adulto (Cleiton Santos). Fugitivo reincidente da Febem, a vida dele mudou quando conheceu a francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), pedagoga que veio ao Brasil pesquisar a realidade dos garotos de rua e terminou tomando Roberto Carlos sob sua proteção. Mas não foi simples a transição da rua para o ambiente familiar, onde regras e comportamentos eram necessários.

Luiz Villaça diz que dois foram os motivos principais para fazer esse filme. “Em primeiro lugar, pelo enredo em si, que é fantástico. Depois por causa da relação que Roberto mantém com a pedagoga, que é muito bonita. Além disso, a possibilidade de contar a história de um contador de histórias me deu muitas chances de brincar”, conta. De acordo com o diretor, O Contador de Histórias dialoga muito com quem assiste, por ser muito lúdico. 

O filme recebeu o selo da Unesco, Organização das Nações Unidas.

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Written by Priscila Armani

quarta-feira, agosto 12, 2009 às 6:34 pm

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