Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

2001 – Uma odisséia no espaço

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odisseia
A Dica de DVD de hoje é bastante insólita.

É a respeito de um filme que já assisti a aproximadamente dois anos, mas que, ainda depois de tanto tempo, permanece na minha memória. O filme é: “2001 – Uma odisséia no espaço“.

Esse filme merecia um livro, um post neste meu humilde blog é pouco demais para tentar explicá-lo. De fato, isso é tarefa impossível. Por isso, vou tentar dar certa ordem às ideias que a película apresenta. Explicar eu acho que nem Arthur C. Clarke conseguiria.

E tudo começa com ele: Arthur C. Clarke. Unindo forças com Stanley Kubrick, fizeram o roteiro do filme. Kubrick o dirigiu. E Clarke escreveu um livro. Quem veio antes: o livro ou o filme? É quase como perguntar se primeiro veio o ovo ou a galinha.

Bem, o filme se inicia com a clássica sequência pré-histórica, do macaco jogando o osso pra cima e este se tornando uma nave. “Assis Falou Zaratustra”, clássica trilha sonora composta por Richard Wagner em referência a livro de Nietzsche, encontra seu cenário ideal, compondo com perfeição o “clima” do filme. O casamento é tão perfeito que poucas pessoas sequer conhecem o nome da música. Chamam-na de “2001”.

A partir da pré-história, Kubrick mostra as desventuras dos astronautas David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood), enviados à Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000.

Até hoje o questionamento principal desta obra é o que significaria este tal desse monolito. Basiciamente, é uma parede de pedra negra, que emite estranhos sinais pelo universo. Sinais de que? De rádio? Parece que sim, mas vai saber… Fato é que desde a pré história, a tal parede preta interfere no nosso planeta, sinalizando a existência de extra-terrestres.

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No meio da viagem, HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes. É a revolta da máquina contra o homem. E um cutucão de leve de Kubrick na IBM, que iria patrocinar o filme, mas tirou a cota e o deixou bastante irritado.

Por fim, o filme vira uma experiência quase que surrealista. Aquele final, nem Jesus entende. Será sonho? Será loucura? Será apenas “Ao infinito e além”, como diria Buzz Lightyear? O que é aquilo???

O filme tem uma sequencia: 2010 – O Ano em que Faremos Contato. Mas esse eu nunca vi. Li o livro e digo que é uma excelente pedida. Boa leitura, apocalíptica e que só confirma o quanto Arthur C. Clarke era genial. Inclusive para a ciência e tecnologia atuais. Você sabia que a concepção moderna de satélite foi inspirada numa teoria dele? Pasme.

“2001” foi um filme revolucionário para a época. Produzido em 1968, antecipou muitas tecnologias que a gente usa hoje. Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais. Além disto, foi indicado em outras 3 categorias: Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte e Melhor Roteiro Original. É a ficção científica mais fantástica de todos os tempos. Obra prima que dificilmente será repetida. E entendida também. É um filme para se sentir, se absorver. Prescinde de lógica.

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Written by Priscila Armani

quarta-feira, fevereiro 18, 2009 às 4:28 pm

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