Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

“Era uma vez na América”

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Nas últimas duas semanas assisti a dois filmes de peso e os dois com a temática gângster. “Era uma vez na América” e “Scarface” são dois clássicos do cinema norte-americano, possuem semelhanças e diferenças, mas são praticamente uma unanimidade entre os cinéfilos.

Começo falando de “Era uma vez na América”, um épico dirigido por Sérgio Leone que possui nada mais nada menos que 229 minutos. Isso dá quase quatro horas. Quantos filmes atualmente possuem esse tamanho? Nos desacostumamos a ficar tanto tempo assistindo algo. E esse filme é fantástico, mas, por causa do tempo que demanda, tem que ter disposição exclusiva para apreciá-lo.

Nele temos a história de Noodles (Robert de Niro), contada de trás para frente. Primeiro vemos ele fugindo para salvar a própria vida. Depois a história volta um pouco e vemos que três grandes amigos dele morreram. Aí volta um pouco mais e assim vai.

Um verdadeiro quebra-cabeça para o espectador montar. Ao final, a história avança em tal velocidade que temos que ficar espertos. Se o raciocínio fica bobo devido ao cansaço, convém dar o replay. É um épico mesmo. Novelão quase mexicano, mas de qualidade inquestionável.

O enredo é o seguinte: quatro amigos de infância, desde pequenos, cometem crimes. Primeiro, roubos pequenos. Depois, começam a trabalhar para recuperar cargas roubadas no fundo do mar. Quando isso acontece, sofrem um atentado. Noodles acaba indo preso e quando sai da prisão descobre que os outros três fizeram fortuna vendendo bebida ilegalmente, contrariando a Lei Seca vigente. O melhor amigo de De Niro, Max (James Woods), resolve roubar o Banco Federal quando a Lei Seca acaba. E Noodles se vê forçado a delatá-lo para o salvar de si mesmo.

O grande dilema ético está no fato de que alguma coisa dá errada e aí os três morrem. De Niro se sente culpado, mas… isso aí que eu acabei de contar não é nem um terço do filme! E não é nem o que realmente acontece! O que descrevi é o que constatamos ao longo da obra, mas de maneira alguma as coisas são tão simples.

Trilha sonora executada por Morricone e tão boa quanto a do “Poderoso Chefão”. Um épico bom, triste, surpreendente e vibrante. Extremamente moderno e bem executado. Um primor. Mas que muitas vezes é incompreendido por alguns. Tem que ter disposição!

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Written by Priscila Armani

sábado, novembro 15, 2008 às 9:33 pm

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