Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

Continuação: “Scarface”

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scarface

Já “Scarface” é estrelado por Al Pacino e possui quase três horas de puro tiroteio. Não à toa o filme inspirou vários vídeo-games. Extremamente violento e com apologias ao uso de cocaína, não é nada light. Mas traz uma das figuras mais caricatas da história do cinema norte-americano: Tony Montana, o personagem de Pacino.

Montana é uma figuraça. Em 2006, ele figurava no 13º lugar da lista fictícia dos “mais ricos” que foi elaborada pela Forbes. Cubano, ele foi um dos muitos que aproveitou a trégua temporária de Fidel Castro, na década de 80, e veio para os Estados Unidos. Começou com um pequeno assassinato, para garantir o Green Card. Mas logo que teve oportunidade, quis entrar para o tráfico. Depois de quase ter sido morto com uma serra elétrica (cena clássica da obra), ele ganha o respeito de um chefão do tráfico e sua confiança. Dali ele passa a ter contatos com um produtor colombiano e começa a querer montar um “negócio próprio”.

Apaixonado por Elvira (Michelle Pfeiffer), mulher do chefe, Montana fica ainda mais motivado a ter dinheiro e poder. Em outra cena clássica desse filme ele diz ao amigo Manny Ray “tenha dinheiro e você terá as mulheres. Nesse país é preciso ter dinheiro e poder para depois ter as mulheres”. Depois de assassinar o chefe, ele se torna poderoso e consegue conquistar Elvira. Mas o dinheiro e o poder nunca são suficientes para ele.

Ele vê nos céus um dirigível da Goodyear que diz “O mundo é seu”. Esse passa a ser seu lema pessoal. Uma casa enorme, cheia de câmeras, muito luxo, ostentação e cocaína passam a fazer parte de sua vida. Mas dinheiro não traz felicidade a ele e Montana começa a ficar paranóico, louco, até causar a própria destruição. 

Dirigido por Brian De Palma e com roteiro de Oliver Stone, “Scarface” foi inspirado em um
romance de “Armitage Trail” e é o remake de um filme de 1932. Censurado em muitos países, “Scarface” tem a palavra “fuck” pronunciada 206 vezes por seus personagens. Imperdível, no entanto, devido a seus cenários, execução que beira a perfeição e cenas clássicas da história do cinema.

A atuação brilhante de Pacino é uma verdadeira aula para os atores de hoje, aos quais carece tanto densidade e profundidade.

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Written by Priscila Armani

sábado, novembro 15, 2008 às 9:23 pm

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