Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

Dica de curso nota 10!

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Para os interessados na crítica de cinema, jornalistas cinéfilos ou até mesmo curiosos que queiram saber como funciona o cérebro de um crítico, vou dar aqui uma dica de ouro, que vocês não podem perder.

O Pablo Villaça, do Cinema em Cena, vai dar um curso show de bola sobre o assunto. “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” acontece em Belo Horizonte entre os dias 8 e 29 de novembro, com aulas aos sábados de manhã, entre 08h30 e 12h45, durante quatro fins-de-semana.

À princípio as inscrições estão abertas apenas para aqueles que já haviam manifestado anteriormente interesse no curso. Mas a partir do dia 08 de outubro em diante quem quiser se inscrever vai poder “lutar” pelas vagas remanescentes.

O interessante é que o curso acontece no Cinema Belas Artes Liberdade. Ou seja, as aulas com certeza serão bem próximas da prática. Não é algo que se vê todo dia, não é mesmo?

Para os interessados, postei, abaixo, a ementa do curso. Para mais informações sobre a iniciativa, clique aqui.

  • DIA 08/11:

História da Crítica, Função e Formação do Crítico

A primeira crítica da história. Os principais teóricos: Münsterberg, Balázs, Canudo, Tynianov, Kulechov, Eichenbaum, Eisenstein, Bataille, Kracauer, Bazin, Mitry, Metz, Xavier. Sistematização e teorização. Contextualização do filme em sua sociedade e época. Guiando o leitor em sua descoberta do Cinema. Como exprimir através da escrita algo que é visual? Falhas comuns do texto crítico. Imparcialidade e ética. Comparando visões. Conhecimento teórico-prático. Características do bom crítico. A estética do filme: definições básicas. Técnicas da profundidade. Plano. Representação sonora.

O Cinema e sua Linguagem, seu Tempo e sua Realidade

A evolução da linguagem e suas características. O corte. Explorando associações. Cinéma-verité; cinéma-stylo. A linguagem do Cinema e sua relação com o mundo exterior. A velocidade do Cinema. Manipulando o tempo. Elipses. Ritmo dos dias e noites fílmicos. Acelerando o tempo. Flashback e flashforward. O Cinema e sua própria realidade. Apagando as próprias pegadas. A sala de cinema. O confronto com a televisão. A luta contra a realidade da imagem. Mergulhando no inconsciente. A exportação cultural.

  • DIA 15/11:

O Cinema e a Narração

O Cinema Narrativo e o Não-Narrativo. O filme de ficção. A diferença entre o significado e o referente. A organização da narrativa. Autor/narrador. Instância narrativa. A diegese. Códigos narrativos: intriga de predestinação e função hermenêutica. Funções narrativas. Personagens. Preocupando-se com o “realismo”. Verossimilhança e gênero.

A Montagem

Montagem x Edição. Efeito Kuleshov. A natureza do corte. A estrutura aberta. Objetos da montagem. Funções da montagem. A montagem produtiva. Figuras da montagem: o raccord e as planilhas de montagem. Ideologias: Eisenstein x Bazin. Avaliando a montagem.

  • DIA 22/11:

O Espectador e o Fenômeno da Identificação

Cinema e Psicologia Experimental. Münsterberg e o efeito-fi. O fenômeno da visão. Impressionismo, expressionismo e o cinema soviético. A impressão da realidade. A formação do “eu”, a identificação primária, a fase do espelho, complexo de Édipo, identificação secundária e suas relações com o fenômeno narrativo. Carência e regressão narcisística. A dupla identificação no Cinema. A moral mutável.

Roteiro e Direção

Duelo antigo: roteiristas x diretores. Os créditos de vaidade. De quem é o filme, afinal? O que é o roteiro? Ação x diálogos. Formatação. Estrutura. Georges Polti, Frank Daniel e Syd Field. Ferramentas do roteiro: premissa, ação, tempo e espaço; drama objetivo e subjetivo; subtexto; ironia dramática; elipse e elaboração; culminância e resolução; anúncio e elementos do futuro; deus ex machina x verossímil; diálogos. O papel do diretor. Intervenção x discrição. O poder da câmera. O plano-seqüência. Dirigindo atores. O poder do não-visto. Praticando a observação.

  • DIA 29/11:

Direção de Arte, Fotografia e Som

Os aspectos visuais de um filme. Direção de arte: recriando o real; criando fantasias; exprimindo emoções. Lentes, câmeras, filmes, iluminação, cores. Composição de quadros. Sincronização de cores. Noite americana. Filmagem noturna. Steadicam. O grão. Artefatos de movimento (limite Nyquist). Segunda unidade. A trilha de som. Som diegético. Mixagem e dublagem.

Metodologia de Trabalho e Cotações

Anotações. Organizando as notas. Criando a estrutura. A tortura do papel em branco. Revisando. Tipos de cotações. Como ser publicado? Cabines. Iniciando a carreira.

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Written by Priscila Armani

segunda-feira, setembro 15, 2008 às 12:30 pm

Uma resposta

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  1. […] na quarta, me matriculei no curso do Pablo Villaça. Lembra que eu falei desse curso há quase um ano? Ele está acontecendo em BH de novo. E dessa vez eu não dei bobeira! Já me matriculei. Vai […]


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