Priscila Armani – Jornalista

Cinema, cultura, mídia e variedades nas palavras livres de uma jornalista.

Vertigem

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Atualmente, ser fã de Hitchcock é algo cult, mas não foi sempre assim. “O Mestre do Suspense”, como é mais conhecido, já foi renegado ao esquecimento durante algum tempo porque seus filmes eram avançados demais para o público. De fato, até os dias de hoje, muitas pessoas tem pesadelos depois de assistir “Psicose“. E não é à toa.

Mas “Psicose” é batido. Tive a oportunidade de assistir a um filme de Hitch que considero muito melhor. Ele se chama “Um corpo que cai” (Vertigo). Inteligente, envolvente, surpreendente e sangrento na medida certa (essa dose Hitch é um dos poucos que consegue medir), o filme é de levantar do sofá. Foi o que quase fiz, quando ele estava chegando em seu final. Difícil, nos dias de hoje, você assistir a um filme que te dê vontade de levantar, de tão fortes são as emoções. E esse aí é deles.

Devo confessar que conheço pouco de Hitchcock porque nas aulas de cinema da faculdade só estudamos o famigerado “Psicose”. Fizemos decoupagem da cena do chuveiro. E só, basicamente. Muito papo, pouco filme. Mas, justiça seja feita, a faculdade é o que fazemos dela e não o que ela faz de nós.

Sobre “Vertigo”, o enredo é basicamente o seguinte: o detetive John ‘Scottie’ Ferguson se afasta da Polícia depois de descobrir que sofre de vertigem, ou seja, não consegue ir em locais altos sem se sentir tonto ou passar mal. Essa descoberta foi feita em momento inapropriado porque graças a esse mal-estar um colega de John morre. Ele, então, não sabe a que vai dedicar seu tempo livre, mas um antigo amigo, Gavin Elster, aparece pedindo a ele que vigie sua mulher, Madeleine Elster. A esposa, interpretada por Kim Novak, possui uma obsessão por uma antepassada sua e toma atitudes estranhas estando supostamente possuída pela bisavó.

O enredo vai ficando complicado a medida que vai se desenvolvendo e Madeleine acaba se envolvendo com Scottie. O drama se intensifica e, como sempre, o bom Hitch nos surpreende com um golpe no estômago. Mal piscamos e o filme se transforma, muda o enredo, muda tudo e, ao mesmo tempo, o final não nos surpreende. E aí está a genialidade. O que importa é o caminho da narrativa e não sua conclusão.

Dar mais detalhes só estragaria seu prazer em assistí-lo, então, só adianto que é um típico Hitchcock. Bastante tensão é garantida.

Trailer:

Dica do dia: Acesse um dos muitos sites sobre o mestre do suspense. Esse é um site bem bacana, com muita informação boa. Mas saber um pouquinho de inglês é essencial.  

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Written by Priscila Armani

quinta-feira, maio 29, 2008 às 1:54 pm

Uma resposta

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  1. […] blog); “Cantando na Chuva” e “Um corpo que cai” (sobre o qual já escrevi aqui).  Não me sinto, então, com base suficiente para julgar se os críticos franceses fizeram […]


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