Maratona sexual
Na noite deste Domingo, o programa da Rede Globo “Fantástico” dedicou um pedacinho de sua vasta lista de assuntos ao livro escrito pela norte-americana Charla Muller, “365 nights – A memoir of intimacy“.
Neste livro, Charla conta sobre o presente especial que decidiu dar ao marido no seu aniversário de 40 anos. E que presente!
Com uma década de casamento e dois filhos, sexo havia deixado de ser uma prioridade para ela. A falta de sexo os havia, apesar do dia a dia em comum, os afastado. E ela decidiu virar o jogo oferecendo a ele um ano de relações sexuais, todos os dias, sete dias por semana.
O livro não revela, ao que parece, detalhes picantes do sexo. É mais um diário de como eles tiveram de ser disciplinados para cumprir a meta do presente, mostrando os altos e baixos do casamento e como o maior contato fisíco acabou propiciando a eles maior intimidade espiritual e companheirismo.
Coincidência ou não, existe outro livro com assunto relativamente parecido e que também teve seu lançamento recentemente. “Just Do It“, de Douglas Brown, não recebeu tanta atenção assim da mídia porque é bem mais picante que o livro de Charla. Ao que parece, Brown não teve pudores de dividir com seus leitores o “do it”. No caso dele, uma empreitada de 101 dias de sexo sem parar com a esposa com a qual já é casado há 14 anos e tem duas filhas pequenas.
A idéia foi de Annie, depois que o marido contou sobre um clube em que homens ficavam 100 dias em “jejum”. Ela propôs a ele o reverso, ficarem 101 dias “na ativa”.
Esses 101 dias incluíram aventuras em vários lugares: hotéis e motéis de tudo quanto é tipo, cadeiras, porões e, às vezes, no quarto mesmo. Lingerie, brinquedinhos e até mesmo viagra foram usados e mencionados por Brown. É interessante a perspectiva masculina da coisa. E por ele também o sexo foi mostrado como algo além do físico, que trouxe uma proximidade grande entre os dois.
Segundo ele: “O sexo é importante em um relacionamento e, se um casal deixa o sexo em segundo plano, acaba virando somente um par de pessoas que divide o mesmo quarto. E isso qualquer um pode ter, mas um grande amor só acontece uma vez. Antes do experimento, chegávamos em casa, cozinhávamos, comíamos, lavávamos a louça, púnhamos as crianças para dormir e, então, íamos para a cama, onde passávamos umas duas horas lendo ou vendo TV. Durante estes 100 dias, o tempo na cama mudou. Continuávamos muito cansados, mas levamos o sexo a sério! A gente não ia para a cama com mau hálito! Ambos tomávamos banho, a Annie vestia uma bonita lingerie, eu vestia um pijama bacana, acendíamos velas, conversávamos. Desse modo entrávamos no clima, e não nos sentíamos mais cansados. Então, era fácil fazer sexo”.
Se isso virar moda entre os brasileiros, teremos mais pessoas felizes andando nas ruas, eu aposto.


