Os dois corpos de M.J.
É famosa a análise do alemão Ernst Kantorowicz (1895-1963) sobre o fenômeno do desdobramento do corpo do rei na monarquia absoluta. Haveria o corpo natural e o corpo divino: ao lado da dimensão física, mortal, se alinha a simbólica, suprarreal, crística, que asseguraria o poder quase divino do soberano. Um e outro convivem numa unidade, em que parece vigorar uma alteridade interior.
Essa hipótese do “dois em um” encontra hoje uma variante na esfera global do entretenimento, onde um superstar pode transitar fisicamente na terra e, ao mesmo tempo, no espaço mítico dos seres de espírito. É assim possível que, extinto o corpo físico, sobreviva o simbólico, sustentado por valores que nada têm de abstratos, já que se traduzem materialmente em cifrões.
Isso ocorreu com Elvis Presley, por exemplo, e tem tudo para se repetir agora com Michael Jackson. O primeiro índício é a cobertura midiática da morte do artista. Na internet, com todas as suas inovações em acesso (Facebook, Twitter etc.), o acompanhamento do fato foi maior do que aquele que se seguiu à eleição de Barack Obama. Em todas as outras formas de mídia, do papel à eletrônica, o acontecimento recebeu acolhida espaçosa.
Paradigmas do horror
Talvez não seja para menos. A morte de um compositor-cantor-performer, com um crédito de 750 milhões de discos vendidos, como que obriga o sistema de informação pública, visceralmente conectado com o sistema de entretenimento, a mobilizar-se até a exaustão dos detalhes. No primeiro momento se esmiuçam as circunstâncias algo novelescas do falecimento, a situação dos filhos, os depoimentos dos próximos e os informes sobre a péssima condição financeira do astro. Depois virá certamente o drama das querelas judiciais em torno do espólio, avaliado pelo alto em 800 milhões de dólares.
Não se pode deixar de observar, porém, que Michael Jackson caminhava há muito tempo numa zona de sombras. E não era em moonwalk (o famoso “passeio lunar”), já que suas pernas, dizia-se, andavam enfraquecidas, devido à saúde precária e ao paraíso do Demerol. Aliás, ele próprio teria declarado, durante um dos ensaios para a tournée iminente, estar “acabado, morto”. Psicologicamente, era de fato penosa a sua condição: um infantilismo progressivo (regressivo em estrutura), que o levava a inclinar-se obsessivamente sobre a própria infância e sobre infantes outros, com a má repercussão pública que se conhece.
No total, era um ser humano profundamente afetado pela suprarrealidade das formas virtuais de vida – o bios tecnomercadológico – que de certo modo condicionaram a sua incontida mutação corporal. Entre ele e algo como o Hulk pode haver mais em comum do que mostram as aparências imediatas, descartando-se as óbvias diferenças entre um personagem de ficção e um ser vivo que ficcionalizava a vida real. Se no filme o homem transforma-se em Hulk devido a um acidente radioativo, o artista transforma-se, na vida real, em um outro (ou outra, visto que seu reflexo no espelho cirúrgico era a cantora Diana Ross), por ativa irradiação dos simulacros da mídia. Em ambos os casos, os resultados podem ser conotados como monstruosos.
A temática do monstro, dá para se ver, vem se popularizando há alguns anos em mais de uma frente pública. Na esfera da política internacional, existe o que parece ser uma secreta demanda do capital – o mesmo que tenta assegurar-se da organização integral da existência humana – em exibir ou dramatizar a monstruosidade como contraponto para a sua legitimidade advogada pelos EUA: de Saddam Hussein à coleção de ex-parceiros ditatoriais em todas as latitudes, o sistema de sentido hegemônico vem erigindo os paradigmas do horror que servem, por inversão, como escala de medida para as suas qualidades apregoadas. É preciso um “outro”, o monstro, para encarnar o pior – sustenta o ensaísta francês Jean-Paul Curnier.
Parentes e atravessadores
Na esfera do entretenimento, por outro lado, assiste-se a um interesse crescente, sobretudo entre os jovens, por mutantes, transformers, vampiros, ou seja, formas de uma monstruosidade soft, que nada mais é do que a busca do outro em si mesmo. Michael Jackson foi um dos pioneiros com o espetáculo Thriller, em que dança com zumbis.
Mas as implicações culturais do fenômeno não dizem nada ao sistema de produção e consumo do entretenimento em escala global, para o qual sempre foi bastante real o talento como compositor, cantor e dançarino de Michael Jackson – não um sucedâneo de Fred Astaire, muito mais um Nijinsky da pós-modernidade. Assim como na monarquia absoluta francesa a política consistia na construção de aparências divinas para o rei, a mídia de entretenimento engendrava uma “política” de informação em que o corpo físico e o corpo simbólico do artista se fundiam numa imagem de trânsito mundial.
Com tal pano de fundo, não é de se estranhar o tamanho do espaço dedicado pela mídia à morte do show-man. Não é tanto porque tenha desaparecido o corpo físico, mas possivelmente porque passe a viver com força ainda maior agora o corpo simbólico. Haverá, como no caso de Elvis Presley, romarias ao túmulo, multidões de fãs em Neverland, clones que tentarão imitá-lo em covers performáticos, monumentos feitos de bits na internet, programas de TV sobre aspectos da vida do astro. Cada um terá muito a se comover com cada instante narrado de sua existência, certamente muito mais do que aparentam seus próximos ou mesmo o seu pai, que aparece sorridente nas fotos, falando de negócios. Em imagem nenhuma se viu alguém chorando ou compungido com a morte de M.J. É que no bios da mídia parece a todos garantida a eternidade dos corpos virtuais.
No mais, indústria, parentes e atravessadores estarão de olho na possibilidade de mais 750 milhões de itens vendidos.
Oscar de Melhor Canção terá novas regras.
Fonte: Rolling Stones. No link você pode ler a matéria inteira.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou na sexta, 26, novas mudanças para o Oscar. A mais polêmica delas poderá implicar na exclusão do prêmio de melhor canção se, em determinado ano, as faixas concorrentes não forem consideradas boas o bastante. A decisão chega dias após o anúncio de que, a partir de 2010, o Oscar terá 10 indicados à estatueta de melhor filme, em vez dos cinco habituais, como vinha sendo feito desde 1945.
Segundo a edição online da revista Variety, a ideia é preservar a categoria, que este ano consagrou “Jai Ho”, de A. R. Rahman (Quem Quer Ser um Milionário?).
A comissão responsável pela categoria (são cerca de 230 membros votantes) conduz, anualmente, complexa pré-seleção, na qual membros da Academia assistem a clipes com as músicas elegíveis dentro do contexto de cada filme. Os votantes, então, pontuam cada concorrente, numa escala de 6 a 10. A nova regra prevê que, caso nenhuma das faixas consiga nota mínima de 8.25, o prêmio não será distribuído no ano. Se pelo menos uma música alcançar a pontuação, ela será nomeada junto à segunda canção mais votada, ainda que esta tenha nota inferior a 8.25.
Dentro das regras prévias, a categoria precisava ter de três a cinco músicas. Ao contrário do prêmio de melhor filme, a alteração não significa aumento do número máximo de concorrentes, embora possa zerar o número de faixas no páreo.
“Nós estamos tentando aumentar a qualidade”, explicou o compositor Bruce Broughton, presidente da ala musical da Academia, segundo o site da rede britânica BBC. Para Broughton, a Academia viha sendo cobrada, pois grande parte da recente safra musical deixa a desejar quando “comparada às músicas do passado”.
A deliberação, já em vigor, de apenas considerar canções contextualizadas dentro do filme estaria ligada à tentativa de zelar pelo valor da contribuição musical à produção, em vez de privilegiar o potencial comercial da trilha sonora. De acordo com a Variety, alguns membros da Academia não estariam satisfeitos com o aumento de músicos e compositores de pop-rock nos créditos de filmes. A manobra, no entanto, deixou de fora concorrentes como “The Wrestler” (vencedora do Globo de Ouro deste ano e tema de O Lutador), de Bruce Springsteen.
Seminários: Homens buscam fantasia, mulheres procuram realidade
Fonte: Blue Bus.
Coluna de Luiz Alberto Marinho, que está fazendo a cobertura dos Seminários que estão sendo realizados em Cannes.
Que homens e mulheres pensam, sentem e consomem de maneira bem diferente, isso a gente já sabia. Agora uma pesquisa feita pela BBDO e Proximity mostrou que essas distinçoes também estão presentes na internet.
Para começo de conversa, nós homens queremos principalmente competir, enquanto as mulheres buscam relacionamentos. Prova disso é que 63% das britânicas reclamam que os homens passam tempo demais brincando com jogos na web. Por outro lado, 65% dos japoneses se irritam com as mulheres que ficam o tempo todo checando os seus emails.
Outro dado importante para entender os comportamentos – 70% dos homens não saberiam como se divertir sem a internet e 56% das mulheres acham que a vida seria inviável se elas não pudessem usar a web para se manter em contato com a família. Isso explica porque 63% dos usuários do Facebook são do sexo feminino. Tem mais – 20% das usuárias colocam na rede social fotos ao lado de amigos, mas só 9% dos homens fazem isso.
A pesquisa mostrou ainda que as marcas que quiserem se relacionar e fazer negócios com seus consumidores no espaço virtual devem levar em consideração que os homens buscam fantasia e as mulheres realidade. Nós miramos no destino e elas curtem a jornada. Igualzinho no mundo real.
Diploma: só eu sei o valor que o meu tem
Revolta é pouco para descrever como estou me sentindo com essa decisão irresponsável do STF de anular a necessidade de diploma de curso superior para exercer o Jornalismo.
Essa decisão só demonstra como, para a Justiça, o profissional de imprensa não vale nada. De repente, o nosso mercado de trabalho, já tão precário, se tornou inexistente. Agora, qualquer pessoa pode concorrer conosco a uma vaga de trabalho.
Sim, porque qualquer imbecil pode ser jornalista, não é verdade? Basta escrever bem. Numa época em que a Internet nos dá um milhão de possibilidades, todo mundo pode emitir uma opinião e ser ouvido e aplaudido. Qualquer bobagem ganha o status de notícia. Ética passa a ser um item dispensável.
De repente, não há mais diferença entre o que sai no Kibe Louco e o que sai na Folha de São Paulo. Será um “salve-se quem puder” entre as pessoas que quiserem se informar e ainda precisarem de notícias que tenham um mínino de embasamento.
Na verdade, as pessoas não precisam mais saber de nada. Por isso o diploma sequer é necessário. Para que qualificar quem vai falar se ninguém mais está disposto a ouvir? Além do mercado estar saturado de profissionais (diplomados ou não), o formato cansou as pessoas. Agora, tudo precisa ser entretenimento.
No futuro, o Youtube estará formando opiniões. O senso crítico será desnecessário. Estamos caminhando rumo a uma era em que receberemos, confortavelmente, em nossos sofás, o que pensar e como agir. Trabalharemos, teremos lazer no fim de semana, e receberemos passivamente tudo que nos for imposto, sem sequer pensar a respeito.
Discernimento será reservado a poucos, especialmente a aqueles que estarão no poder. O povo será massa de manobra. As empresas lucrarão. E os recursos naturais serão exauridos.
Quando eu decidi, em 2002, que iria ser jornalista e entrei numa faculdade particular, eu queria fazer algo para reverter esse quadro. Eu não sabia o que, mas eu queria fazer alguma coisa. Foi isso que me motivou a ficar, com muito sacrifício meu e da minha família, 4 anos lá.
Para mim, não importa o que o STF diga. O meu diploma tem valor. Só eu sei o valor que o meu diploma tem. E, apesar dos pesares, ainda estou disposta a fazer alguma coisa para contornar essa situação tão degradante para a qual nosso país está caminhando.
‘O que você fará?’, o leitor deve estar se perguntando. Bem, ainda não tenho certeza. Comecei escrevendo este texto. Talvez isso já seja um primeiro passo.
Casamento estável associado com melhor sono da mulher

Fonte: Alagoas em Tempo Real.
Ter um casamento estável ou um companheiro está associado com um sono melhor das mulheres, de acordo com pesquisa apresentada no 23rd Annual Meeting of the Associated Professional Sleep Societies.
Resultados da pesquisa mostram que as mulheres com um casamento estável ou que conseguiram um parceiro ao longo dos oito anos de estudo tinham um sono melhor do que aquelas que não eram casadas ou tinham perdido o parceiro dentro do período do estudo. De acordo com a autora principal do estudo, Wendy Troxel, PhD, professora-assistente da University of Pittsburgh School of Medicine, mulheres que tinham um casamento estável tinham a mais alta qualidade de sono medida objetiva e subjetivamente, e esses resultados persistiram mesmo depois de controlar outros fatores de risco para o sono, incluindo idade, etnia, estado socioeconômico e sintomas depressivos.
“As mulheres que ‘conseguiram’ um parceiro dentro do período de oito anos de estudo tiveram uma qualidade de sono subjetiva similar quando comparada às mulheres com casamento estável, entretanto, analisando as medidas de sono objetivas, descobrimos que essas mulheres tinham sono menos repousante do que as mulheres casadas”, disse Troxel.
“Acreditamos que essas descobertas possam refletir um efeito de recém-casada ou simplesmente ao fato de essas mulheres estarem menos acostumadas a dormir com seu parceiro do que as mulheres com casamento estável”.
O estudo coletou dados de 360 mulheres de meia idade afro-americanas, caucasianas e chinesas, selecionadas do estudo Women’s Health Across the Nation, com idade média de 51 anos. As participantes relataram seu estado marital nas visitas anuais. Em casa, foram conduzidos estudos polissonográficos do sono em três noites consecutivas 6 a 8 anos depois do início do estudo. As participantes também usaram monitores de atividade do pulso, que proveem uma medida dos padrões de vigília-sono, por aproximadamente um mês.
Os pesquisadores examinaram a relação entre as histórias de relacionamento das mulheres e seu sono por meio da análise das diferenças entre mulheres que eram estavelmente casadas, estavelmente não casadas e aquelas que tinham relacionamentos ocasionais ao longo do período de acompanhamento do estudo.
Dicas: O Passado e O Último Tango em Paris

O Passado: chato e nada romântico. Obsessão e falta de amor-próprio não justificam tudo.
Esse feriadão de Dia dos Namorados decidi “apimentar” um pouco as coisas e dei ao meu esposo o DVD de “O Último Tango em Paris” de presente. Que bobagem fiz!
Grande engano acreditar na fama do filme de erótico e acreditar na sinopse que dizia que “os dois personagens faziam de tudo naquele quarto para se satisfazerem”. Que nada! Eles conversavam bastante, estavam em crise como quase todos os personagens de Bertolucci, mas nada demais. Muita propaganda enganosa e eu não sou a única a pensar assim.
É um filme muito triste. Marlon Brando (sensacional como sempre) é um homem que perde a mulher tragicamente, num suicídio. Ele está em crise, sofre com o luto, está à beira da loucura. Tenta entender aquilo que não tem explicação.
Maria Schneider é uma jovem que namora um cineasta e está em busca de um apartamento para viver com ele. Durante essa busca, cruza com Brando várias vezes. Até que ela dá de cara com ele num dos apartamentos que visita. E os dois fazem sexo.
Não nos esqueçamos que naquela época a AIDS ainda não existia. Nos dias de hoje, transar com um desconhecido é brincar com a própria vida. Para as lentes de Bertolucci, era uma triste busca dos dois por um sentido naquelas vidas vazias.
Os dois personagens desenvolvem um polêmico (e nojento) relacionamento, unicamente sexual, que vai dar, obviamente, em merda. Quem conhece o Bertolucci sabe que dificilmente as coisas seguem outro tipo de rumo nos filmes dele.
Resumo da ópera: É um filme triste e não recomendo a ninguém que comemore Dia dos Namorados com ele! Mas não deixa de ser uma obra memorável, reflexiva e bonita. Mas nada romântica nem erótica!
Nunca acreditem ou se dêem ao trabalho de ler sinopses de contra-capa de filme… Melhor pesquisar na Internet.
Para completar o fim-de-semana prolongado, assistimos a “O Passado“, de Hector Babenco, no Domingo. Esse filme consegue ser quase tão “não-romântico” quanto o primeiro. Com a desvantagem de não ter Brando como protagonista.
Rimini (Gael Garcia Bernal) é casado com Sofia (Analía Couceyro) há 12 anos quando decide se separar. Ele não dá nenhum motivo em particular para isso. Aparentemente, o amor acabou. E ele segue a vida dele, com outros relacionamentos, sofrendo por ter se separado e até relativamente apegado à namorada da adolescência. Mas deixa a vida o levar.
Seja quando ele conhece Vera (Moro Angheleri) ou quando ele decide construir uma nova vida com Carmen (Ana Celentano), a ex-mulher o atormenta. Ela é pior que macumba. Onde ele vai, ela está. Até mesmo na maternidade. A criatura é apavorante. O amor obsessivo a tranforma numa pessoa assustadora.
O filme não é nada romântico nem sequer chega a ser “bonitinho”. A luta da personagem pelo amor perdido é bastante cansativa. Seu suposto “amor” é, na verdade, uma falta de amor-próprio que chega a dar muita pena. E o tal Rimini também é malucasso. Joga sua vida fora sem se dar conta disso.
Os dois filmes possuem em comum a propaganda enganosa. Aparentam ser sobre amor, sobre romance, sobre sentimentos elevados. Mas são, na verdade, sobre como o ser humano é triste e solitário, sempre buscando do lado de fora aquela felicidade que é essencial que ele encontre dentro de si mesmo primeiro.
Dia dos Namorados e Dia de Santo Antônio

O dia dos namorados está chegando e, para você que está solteira, peguei uma matéria interessante na Internet sobre simpatias para o dia de Santo Antônio. Dê uma olhada. Não custa nada tentar!
Simpatias de Santo Antônio para o Dia dos Namorados
Fonte: Jornal de Uberaba
O Santo Antônio é muito popular no Brasil, conhecido por ser um santo casamenteiro, o preferido das mulheres solteiras em busca de um amor. Dizem que as simpatias evocadas em seu nome dão certo, são superstições que podem levar ao altar. No dia 13/6 é a data de Santo Antônio, em que aqueles que não comemoram o Dia dos Namorados (12/6) por não ter um amor podem se apegar ao santo e fazer suas promessas.
Algumas mulheres solteiras realizam várias simpatias para trazer um casamento. Dizem que para ter sorte você precisa ganhar a imagem do santo, ela não pode ser comprada pela pessoa que irá fazer a simpatia. Assim que tiver em mãos a imagem, você tem de castigar o santo, colocá-lo de cabeça para baixo.
Osmailde de Fátima Belarmino, separada há três meses, não gosta de ficar sem um namorado por muito tempo. Ela fez a simpatia recomendada por uma amiga, que deu certo e arrumou um casamento. “O meu Santo Antônio está de castigo, amarrei ele com sete fitas de cores diferentes e de cabeça para baixo, dentro do guarda-roupa. Depois fiz a novena do santo e estou esperando o meu par aparecer. Alguns já surgiram, mas nada sério, eu quero mesmo um homem pra casar”, relata Osmailde.
A igreja de Santo Antônio fica em constante movimento nesta época do ano. Cheia, principalmente, de mulheres solteiras. “Esta é uma tradição antiga, não é de hoje que as mulheres solteiras se apegam a Santo Antônio para atingir uma graça. A crença começou por ele ser conhecido como pai dos milagres, e as famílias sempre pediam proteção a ele, o pai da família. E, consequentemente, família remete ao casamento”, explica o padre Sandro Daumolin, pároco da igreja de Santo Antônio, em Uberaba.
“O dia de Santo Antônio está chegando e, se até lá não aparecer um bom partido, pode ter certeza que faço outra. Desta vez vou colocar outro santo dentro do guarda-roupa, com uma fita vermelha amarrada e de cabeça pra baixo. Isso tem que dar certo”, afirma Osmailde de Fátima Belarmino.
Simpatias
Além de colocar a imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo, algumas mulheres usam de outros artifícios para agilizar a conquista do pedido. Retiram o Menino Jesus do colo do religioso, dizendo que só devolverão quando conseguirem um namorado.
Para as que já estão acompanhadas, mas ainda não subiram ao altar, também há práticas específicas. A pessoa deve amarrar um fio de cabelo seu ao do namorado. Eles devem ser colocados aos pés do santo, que, logo, logo, resolve a questão.
Saber se vai se casar logo ou não é uma expectativa muito interessante. Toda mulher que atinge a idade de se preocupar com relacionamentos tem essa curiosidade. Para esta situação a simpatia é a seguinte:
Na véspera do dia de Santo Antônio, compre um copo branco e, à meia-noite, coloque água. Quebre um ovo dentro do copo, com cuidado, para não arrebentar a gema. Deixe no sereno por toda a noite. No outro dia, antes de o sol nascer, pegue o copo e observe. Se estiver coberto por uma névoa branca, você se casará antes do dia de Santo Antônio do próximo ano.
Luc Besson lança filme na web e cinemas ao mesmo tempo
O site de vídeos YouTube, que pertence ao Google, vai exibir o primeiro filme que terá lançamentos simultâneos nos cinemas e na web.
Nesta sexta-feira, estreia nas telas de cinema de 50 países e nos computadores de todo o mundo o filme “Home”, do cineasta Luc Besson.
Segundo a agência de notícias Bloomberg, a parceria do Google com estúdios de Hollywood visa atrair grandes anunciantes e obter lucro para o YouTube.
O site, que foi comprado pelo gigante de buscas na internet em 2006 por US$ 1,65 bilhão, tem cerca de 350 milhões de visitantes únicos por mês, mas ainda não encontrou um equilíbrio financeiro.
A exibição de filmes em salas virtuais é ainda uma tentativa dos grandes estúdios de driblar a queda na venda de DVDs e o aumento de downloads ilegais de filmes.
“É mais importante preservar o jornalismo do que preservar os jornais”
A ex-rainha do mercado de revistas nos EUA, Tina Brown, entrou na discussão sobre o futuro dos jornais. Defendeu que os esforços devem ser direcionados para manter a intenção e a proposta do jornalismo em si mesmo, e não em manter os jornais impressos.
“Francamente, é mais importante preservar o jornalismo do que preservar os jornais”, declarou em entrevista ao Telegraph. Tina foi editora da Vanity Fair entre 1984 e 1992 e da The New Yorker entre 1992 e 1998. A notícia é do Editors Weblog.
Notícia retirada do Blue Bus.
A menina-prodígio e a caixa registradora

Shirley Temple e Maísa: qualquer semelhança não é mera coincidência.
Escrito por Washington Araújo em 26/5/2009 para o site Observatório da Imprensa.
Maísa Silva, 7 anos, recebeu chorando os insultos e a verve maledicente de seu patrão Silvio Santos. Tudo transmitido em horário nobre pelo SBT. Deprimente ver a pequerrucha em lágrimas, pois ao correr para o colo de sua mãe esbarrou em uma câmera e segundos depois voltou ao palco dizendo que “está doendo, está doendo muito”. E para completar o pastelão e o descaso do apresentador e dono da TV com a segunda maior audiência do país, Maísa se apressou a dizer: “Vou hoje, mas prometo gravar dois programas nesta semana!”
Enquanto isso, tudo era levado na mais estrita galhofa. O caso Maísa já deveria ter sido encerrado há muito tempo. Trata-se de uma menor de idade sendo explorada por seus pais que vêem nela, além de uma menina-prodígio (o que realmente é), uma mina de ouro com potencial vistoso para nublar a descoberta de petróleo no campo de Tupi e até mesmo o sempre falado pré-sal.
Silvio Santos viu que a petiz – além de talento – poderia alavancar seus índices de audiência, quase sempre emparelhando ou perdendo a segunda posição no Ibope para a concorrente Record. O Ministério Público ameaçou interditar Maísa e a forma como estava sendo “usada” pelo SBT. O Youtube vem bombando milhares de visualizações com essas cenas, como já disse, deprimentes (veja o vídeo abaixo).
Frase emblemática
Não é de hoje que a busca por audiência televisiva faz uso de crianças da mais tenra idade. Nos anos 1970 existia programa na finada TV Tupi comandado pelo Lúcio Mauro, Essa gente inocente. Era tudo ensaiadinho, nada saía do roteiro e se saía tinha como consertar antes de ir ao ar. Foi de lá que surgiu o menino-prodígio conhecido como Ferrugem. Detalhe: Ferrugem padecia de uma enfermidade que lhe impedia ou retardava o crescimento.
Nos anos 1980 tivemos Xuxa com programas em que era endeusada e onde ser chamada Rainha dos Baixinhos era o de menos. Muitas eram as cenas vistas ao vivo pelas lentes da Globo em que a apresentadora empurrava a cabeça da criança contra o microfone ou simplesmente chamava a criança de burra.
Maísa se veste como Shirley Temple, moda comum na primeira metade do século 20. A original Temple, além de falar e contar piadas, cantava e sapateava. Encantava a classe média e pobre e encantava mais ainda as classes dirigentes dos Estados Unidos. Eram os anos da Grande Depressão. É provável que dali tenha nascido o termo “menina-prodígio”.
Leia o texto completo aqui.

