Crescimento no tráfego
Mais alguns dados que confirmam o crescimento (inevitável) da internet. Dados da TeleGeography Research apontam para aumento de 53% no tráfego internacional na internet entre 2007 e 2008. A taxa de crescimento pode ser menor que nos doze meses anteriores (61%), mas ainda assim é bastante alta.
Os maiores aumentos no tráfego aconteceram em regiões do mundo onde a internet ainda é novidade para boa parte dos usuários. Nos Estados Unidos, a taxa foi menor que a média global, registrando 47%. Ainda de acordo com a pesquisa, a capacidade de tráfego na internet melhorou muito. O tráfego por fibra ótica nos oceanos foi ampliado em 62% nesse período. Em média, o uso da banda disponível gira em torno de 30%.
Um Tarzan totalmente inédito (?)

Nessa marê pouco criativa na qual anda Hollywood, não é de se surpreender que queiram refilmar mais um grande clássico do cinema. Dessa vez é o já muito batido “Tarzan” que, segundo Stephen Sommers, candidato a diretor da nova versão, terá uma abordagem “totalmente nova”. Assustadora essa perspectiva, não?
Stephen Sommers, para quem não sabe, dirigiu os dois primeiros títulos da série “A Múmia” e “Van Helsing“. Ele quer que Stu Beattie, roteirista de “Colateral” e que esteve com ele no projeto “G.I. Joe: Rise of Cobra”, (que estréia em 2009) também o ajude nesta nova empreitada.
Sommers não quer se basear em nenhum outro filme já feito sobre o livro de Edgar Rice Burroughs, de 1914, e nem irá se basear no próprio livro. Engraçado isso, não? De onde será que ele vai tirar a tal abordagem inédita? Dinheiro para delirar sobre mil possibilidades ele tem…
“Os Desafinados”
Leiam, abaixo, minha crítica sobre este filme, que está nos cinemas de todo o Brasil*.
Afinados sim, mas… talentosos não!
A Bossa Nova está fazendo 50 anos. Dentre outros eventos comemorativos, o filme “Os Desafinados” vem numa tentativa horrível mostrar a história de cinco músicos e um cineasta que fizeram parte desse contexto, enfrentaram os horrores da Ditadura e tudo aquilo que você já viu em novelas, seriados e outros programas televisivos sobre o tema.
A graça do filme está no personagem de Selton Melo, o cineasta Dico. Selton é um ator tão excepcional que consegue fazer qualquer personagem valer a pena. Ele acompanha os músicos, registrando tudo sempre com sua câmera. E transforma um personagem que poderia ser apenas apoio naquele que mais consegue impactar o espectador.
Surpreendentemente, Jair Oliveira, que nem ator é, também consegue transmitir sinceridade, até porque é o único da trupe que canta de verdade, sem playback.
O resto do elenco, uma porcaria. Rodrigo Santoro, como Joaquim, mostra que Hollywood pode ter estragado um ator que prometia muito. Neste filme ele é um protagonista que fala bem inglês e espanhol, mas nem de longe mostra a vitalidade que tinha em “Bicho de Sete Cabeças” ou até mesmo em “Carandiru”. Lágrimas falsas e atuação pobre.
E com duas protagonistas de dar dó. Alessandra Negrini conseguiu ser pior que nas novelas globais. Cláudia Abreu era apenas a “gostosa” do filme, sempre peladona e atuando como a amante loira. Quanto clichê.
Foi a primeira vez que vi as pessoas ligando o celular durante a projeção, para ver as horas, ansiosas por ir embora. Eu, particularmente, estava que não aguentava mais, doida pro filme acabar logo e curiosa para saber como um enredo que não saía do lugar iria evoluir num desfecho. A resposta: não evoluiu.
Foi a primeira vez que vi, também, as pessoas se levantando para ir embora, fulas da vida com o final, sem nem esperar o filme acabar direito. O filme conseguiu, inclusive, ter um dos piores finais da história do cinema brasileiro. Sério. Me deixa revoltada saber que a Ancine deixa de patrocinar bons roteiros e prioriza umas porcarias dessas.
*Este texto foi publicado originalmente no Opperaa.
Pesquisa: o que os homens pensam?

Já foi repercutido pelo Blue Bus ontem, mas eu não podia deixar de mencionar a pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Rexona com 300 homens de São Paulo, Rio e Recife, jovens entre 25 e 35 anos, das classes A, B e C.
A gente deve deduzir que ou os homens mentem muito em pesquisas ou que são mais sinceros com Ibope do que em seu dia-a-dia.
Os resultados obtidos pelo Ibope mostram surpreendentes 31% dos moços desejando que as coisas permaneçam da maneira como estão. Ou seja, homens dominando o mundo. Aparentemente, a maioria (84%) aposta que o domínio masculino é coisa do passado e que a cobrança sobre eles só crescerá com o tempo. E eles parecem conformados com isso.
71% dos homens pesquisados demonstra otimismo em relação ao futuro, com esperanças de que as empresas os apóiem com lançamentos capazes de ajudá-los a enfrentar os novos desafios, especialmente os do campo profissional, com produtos de alta tecnologia, menores e multifuncionais.
E o macho predador está, aparentemente, mais sensível. Cerca de 80% acha que os relacionamentos do futuro serão mais liberais. E a maioria (88%) gostaria que as mulheres levassem os relacionamentos mais a sério. Sério? Quem são esses caras e de que planeta eles vieram? Porque a gente não vê essas criaturas andando na rua?
Outros dados peculiares: 90% dos pesquisados acreditam que boa aparência física e higiene pessoal são fatores capazes de transmitir uma imagem de sucesso. Daí vem os metrossexuais. Por favor, continuem assim. Homem cheiroso, elegante e bom profissional não faz mal a ninguém.
Vamos ao cinema!
De vez em quando surgem filmes muito bons no cinema, que pagam o nosso ingresso e que não podemos perder. Esse tipo de filme faz a gente refletir sobre a vida, sobre o ser humano e nos incitam, inclusive, a tomar atitudes. E esse é um efeito que, em muitos casos, só o cinema consegue. A capacidade da sétima arte de nos tocar é, simplesmente, indiscutível.
Estamos com dois filmes no cinema que eu considero, no mínimo, essenciais. Não percam a oportunidade de assistí-los. São eles: “Olho de Boi”, produção brasileira que custou apenas R$ 1 milhão, e “Reflexões da Inocência”, filme independente no qual Daniel Craig solta sua veia dramática e nos emociona.
Não deixem de ler as críticas que fiz sobre os dois no Opperaa e ficar bem informados!
- Crítica de “Olho de Boi”, que já está em cartaz.
- Crítica de “Reflexos da Inocência”, que estréia nesta sexta, 22 de agosto.
Menos papel, mais SMS

O Pew Research Center for the People & the Press divulgou a mais recente edição da pesquisa que costuma realizar a cada dois anos e que detecta as tendências no consumo de noticias. Os resultados indicam algo já esperado: a queda na leitura dos impressos, sendo que esta foi ainda maior que a leitura das edições on-line dos periódicos.
Dos que participaram da pesquisa, 34% responderam que tinham lido jornal no dia anterior. Na pesquisa realizada em 2006, esse percentual era de 40%.
Já a audiência de telejornalismo permaneceu estável em relação a 2006. Mas os canais de notícias a cabo levaram vantagem, com ganho significativo de 34% para 39% em 2 anos.
O percentual dos norte-americanos que disseram ler notícias on-line pelo menos 3 vezes por semana subiu de 31% para 37%. E a porcentagem de pessoas que acessam notícias na web (37%) está maior do que a audiência de um dos telejornais noturnos das TVs abertas (29%).
Engraçado observar que os jovens (com menos de 25 anos) tem consumido cada vez menos notícias. Em uma década, o percentual de não-consumidores passou de 25% em 1998 para 34%. Além disso, 37% desses jovens disseram que, quando se informam, é a partir dos telefones, por meio de SMS recebidos.
Mais um tempo de espera
Os fãs de Harry Potter podem se preparar para mais um chá de cadeira. Quem estava ansioso, esperando novembro chegar, vai ter de esperar mais oito meses. A Warner Bros adiou a estréia de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, sexto filme da série, para 17 de julho de 2009. A previsão inicial de estréia era 21 de novembro desse ano. Muitas fotos, teasers e trailers já caíram na rede e muita gente ficou sem entender o porquê deste tiro no pé.
A Warner alegou que ainda está sofrendo com a greve dos roteiristas, que atrasou produções e mudou o panorama do mercado cinematográfico para 2009. Além disso, segundo eles, o verão no hemisfério norte é uma época mais “ideal” para o lançamento de uma produção para a “família”. Logo se vê que eles não leram este livro… produção para a família, essa é boa.
Na tentativa de ganhar mais dinheiro, eles podem aguçar mais a curiosidade dos interessados ou fazer aqueles que ainda não leram o livro comprarem-no e, pura e simplesmente, desistir de ver o filme, porque já sabem o que rola na história. Vamos ver o que acontece…
Os outros dois filmes, que encerram a série, estréiam em 2010 e 2011.
Maratona sexual
Na noite deste Domingo, o programa da Rede Globo “Fantástico” dedicou um pedacinho de sua vasta lista de assuntos ao livro escrito pela norte-americana Charla Muller, “365 nights - A memoir of intimacy“.
Neste livro, Charla conta sobre o presente especial que decidiu dar ao marido no seu aniversário de 40 anos. E que presente!
Com uma década de casamento e dois filhos, sexo havia deixado de ser uma prioridade para ela. A falta de sexo os havia, apesar do dia a dia em comum, os afastado. E ela decidiu virar o jogo oferecendo a ele um ano de relações sexuais, todos os dias, sete dias por semana.
O livro não revela, ao que parece, detalhes picantes do sexo. É mais um diário de como eles tiveram de ser disciplinados para cumprir a meta do presente, mostrando os altos e baixos do casamento e como o maior contato fisíco acabou propiciando a eles maior intimidade espiritual e companheirismo.
Coincidência ou não, existe outro livro com assunto relativamente parecido e que também teve seu lançamento recentemente. “Just Do It“, de Douglas Brown, não recebeu tanta atenção assim da mídia porque é bem mais picante que o livro de Charla. Ao que parece, Brown não teve pudores de dividir com seus leitores o “do it”. No caso dele, uma empreitada de 101 dias de sexo sem parar com a esposa com a qual já é casado há 14 anos e tem duas filhas pequenas.
A idéia foi de Annie, depois que o marido contou sobre um clube em que homens ficavam 100 dias em “jejum”. Ela propôs a ele o reverso, ficarem 101 dias “na ativa”.
Esses 101 dias incluíram aventuras em vários lugares: hotéis e motéis de tudo quanto é tipo, cadeiras, porões e, às vezes, no quarto mesmo. Lingerie, brinquedinhos e até mesmo viagra foram usados e mencionados por Brown. É interessante a perspectiva masculina da coisa. E por ele também o sexo foi mostrado como algo além do físico, que trouxe uma proximidade grande entre os dois.
Segundo ele: “O sexo é importante em um relacionamento e, se um casal deixa o sexo em segundo plano, acaba virando somente um par de pessoas que divide o mesmo quarto. E isso qualquer um pode ter, mas um grande amor só acontece uma vez. Antes do experimento, chegávamos em casa, cozinhávamos, comíamos, lavávamos a louça, púnhamos as crianças para dormir e, então, íamos para a cama, onde passávamos umas duas horas lendo ou vendo TV. Durante estes 100 dias, o tempo na cama mudou. Continuávamos muito cansados, mas levamos o sexo a sério! A gente não ia para a cama com mau hálito! Ambos tomávamos banho, a Annie vestia uma bonita lingerie, eu vestia um pijama bacana, acendíamos velas, conversávamos. Desse modo entrávamos no clima, e não nos sentíamos mais cansados. Então, era fácil fazer sexo”.
Se isso virar moda entre os brasileiros, teremos mais pessoas felizes andando nas ruas, eu aposto.
Despedida

O The Police despede-se hoje dos palcos no último show de sua turnê revival. O show acontece em Madison Square Garden, em Nova Iorque, 30 anos depois do lançamento do primeiro disco da banda britânica.
A abertura do show ficará por conta dos norte-americanos do B-52’s. Os ingressos para o show de hoje custaram entre US$ 150 e cinco mil e só puderam ser comprados durante um evento beneficente organizado em 14 de julho pelas emissoras de tv de Nova York.
O show de hoje deve seguir o mesmo padrão de toda a turnê, que durou quase um ano. Os sucessos “De Do Do Do, De Da Da Da”, “Message in a Bottle”, “Every Little Thing She Does is Magic” e “Every breath you take” estarão no setlist.
Até a dissolução, em 1984, o grupo lançou cinco álbuns e ganhou seis Grammys.
Cadáver dá Ibope (?)
Pior do que todo mundo ficar ontem de noite babando em frente à tv para saber quem é a assassina de “A Favorita”, só essa notícia aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u429910.shtml
Como é que pode um negócio desses? Caramba, que vontade de gritar um palavrão! Que absurdo! Uma criatura destas se auto-entitular jornalista é nojento! Que horror! Horror é a palavra-chave.
Quem queria ver o rosto de um cadáver morto há 10 dias?! Quem, pelo amor de Deus? Haja, realmente, estômago. Estômago para aturar uma coisa dessas e estômago para ver uma imagem assim.
Que des-res-pei-to para com o pintor. E a família, permitir um circo desses??? Tá doido.
Mostrar o último adeus??? Claro… mas será que não seria mais por querer AUDIÊNCIA???
Se saiu na Folha é porque eu ainda não sou a última pessoa com bom senso nesse mundo. Ainda bem…


