A Ironia da Uniban

Na foto, Leila Diniz, que chocou o país inteiro ao ir pra praia de biquini grávida. Parece que não mudou muita coisa de lá pra cá...
No meu MP3, em qualquer emissora que eu coloco, tá rolando um debate sobre a absurda decisão da Uniban de expulsar Geisy, a aluna que foi quase linchada por colegar por usar um vestido curto dentro do campus.
Isso em uma universidade, local em que, teoricamente, você deveria ter liberdade para o debate, o ir e vir, a convivência, enfim, um local historicamente mais “liberal” que um colégio de freiras, digamos assim. Quem já fez faculdade entenderá do que eu estou falando…
E não me venham com argumentos do tipo “ela provocou” ou “ela estava expondo as partes íntimas”. Isso é balela!
Nenhum tipo de violência, na minha opinião, se justifica. Justificar atos de vandalismo, agressões, tortura, isso é coisa que só gente estúpida faz. Normalmente o tipo de gente que já tentou justificar era adepto de, por exemplo, hummmm… vejamos… o NAZISMO ou a DITADURA MILITAR. Entende o que quero dizer? Não tá certo. E ponto final!
É muita ironia que alguém venha falar de moral e de “expor as partes íntimas” no Brasil, onde deputado bate ponto e vai viajar ao invés de trabalhar, só se vê mulheres semi-nuas na televisão e temos de colocar as crianças pra dormir antes das 17hs porque novela global só tem cena de pegação. Isso sem mencionar a qualidade dos programas que são exibidos de tarde…
Detalhe: a faculdade está usando isso para se auto-promover. Não tem nada de bons costumes nessa jogada não. Eles estão se valendo do escândalo. Não tem outro motivo para expulsarem ela. E isso é fato. Do contrário, eles não patrocinariam o Pânico na TV!, programa com o maior número de bundas por metro quadrado da TV brasileira.
Na minha opinião, é tudo uma questão de escolha. Não curte o programa? Muda de canal. Não quer ver as partes íntimas da colega, vá à diretoria. Sinceramente, não acho que essa menina seja a “galinha” que estão pintando por aí. Do contrário, o chefe dela não teria dito que ela é excelente funcionária e que as portas do estabelecimento onde trabalhava estão abertas para quando ela quiser voltar.
Enfim, essa é a MINHA OPINIÃO. E esse é um espaço livre para vocês opinarem. Fiquem à vontade.
O pipoqueiro, Luiz Ruffato e a sorte
Ontem (04/11) conheci, juntamente com meu marido, o Luiz Ruffato. Ele é, simplesmente, uma gracinha. Não há palavra melhor para definí-lo. Um homem nobre, humilde, extremamente simpático. Que fez o meu marido muito feliz e até mais fã dele do que era antes. Daqui a pouco conto porquê.
Antes, preciso dizer que não existe nada mais gostoso no mundo do que ajinomoto com pipoca! Siiiim! É algo simplesmente fan-tás-ti-co! Antes de ir à Biblioteca Pública passei num pipoqueiro que fica ali perto e fiquei de cara com ele. O mérito dessa descoberta devo todo ao seu carrinho de pipoca super diferenciado. Ele usa um casaco onde se lê “n°1″ e oferece pipoca de vários tamanhos e preços: um real, dois reais, três reais. Além disso, ele oferece pipoca com bacon e com queijo. E tem uma variedade de temperos para se colocar na pipoca, dentre eles o ajinomoto. Comprei uma pipoca comum e coloquei o tempero… Ai, pra que? Agora mal posso esperar por comer de novo! Vou ter de ir num supermercado urgente comprar o negócio pra colocar na pipoca! É um manjar dos deuses! Ainda mais pra mim, que sou super viciada em pipoca!
Além da pipoca, ele também tem diversos tipos de balas coloridas, fugindo do lugar-comum de vender aquele coquinho apenas. É o pipoqueiro mais diferenciado que já vi em BH! Ele merecia uma matéria. Vai aí a dica pro pessoal da piauí ou pra quem mais tiver interesse num personagem legal como ele.
O pipoqueiro faz um link importante com o Ruffato porque o pai dele, pasmem, era pipoqueiro. Mineiro de Cataguases, a mãe era lavadeira e ele se formou como torneiro mecânico antes de fazer Comunicação na Universidade Federal de Juiz de Fora. Escritor há pouco tempo (6 anos), já ganhou inúmeros prêmios de literatura nacionais e internacionais. Sua obra de maior repercussão até hoje, Eles Eram Muitos Cavalos, foi resenhada pelo meu marido e é um de seus livros preferidos. Ontem ele lançou em BH, pelo Sempre Um Papo, sua nova obra: Estive em Lisboa e Lembrei de Você.
Chegamos cedo, vimos o Ruffato lá, super acessível e ficamos com vergonha de falar com ele. Ao final do debate, meu marido criou coragem e fez uma pergunta pra ele, que foi super legal. Teve o sorteio de um exemplar do livro e adivinhem quem ganhou? Ele mesmo, que tinha acabado de perguntar. O Ruffato autografou, pegamos o e-mail dele, e ele foi super simpático, “gente como a gente”, sabe? Abraçou meu marido e até a mim! E me colocou na dedicatória do livro. Nem precisava! Foi muita sorte, tanto ter ganho o livro quanto conhecê-lo.
Simplesmente um cara como poucos. E detalhe: sabe como ele se relaciona com o mercado editorial? Via pagamento! Cito aqui palavras dele: “Quer que eu faça isso pra você? Me pague! Porque tem de ser de outra forma? Eu não tenho problemas com o mercado editorial. Todo mundo que está nele, que eu conheço, está bem de vida. Então porque não me pagarem pelo meu trabalho? Eu quero ganhar dinheiro fazendo o que gosto e quero ganhar muito! Não tem problema nenhum, de onde eu vim, em ganhar dinheiro honestamente. Tem gente que diz que não quer ganhar dinheiro com arte. Pois eu quero! Qual o problema? Eu vivo de literatura. E tenho de pagar contas. Por isso, comprem meu livro!”
E eu repito: qual o problema de ganhar dinheiro? Sim, sou mais o Ruffato que o Salles. Quero ganhar dinheiro honestamente. E pagar minhas contas. E se for com cultura então, melhor ainda.
Ontem eu vi o João Moreira Salles…
Meu povo amigo, voltei!
Não, não morri! Ainda tem alguém aí? Não sei! Espero que sim! Porque agora é que vem a grande virada deste blog…
Depois de tanto tempo, decidi que vou mudar o formato deste meu “veículo”. Decidi abolir completamente tudo que já fiz antes. Já fui autoral, já peguei conteúdo do Opperaa e do Mondo BHZ, já peguei conteúdo de outros sites.
Agora, serei, simplesmente, autoral. Isso vai dar um trabalhão danado! Mas não tem jeito… Mesmo atualizando menos, tenho que ser eu mesma. Cansei do lugar comum. E de ficar recortando notícia. Não estava acrescentando nada a ninguém.
Espero que vocês me acompanhem nessa jornada em busca de mim mesma…
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Ontem (03/11) eu fui no Teatro Ney Soares, no Uni-BH, ver o João Moreira Salles. Ele é um cara legal, meio nerd, e foi falar sobre a Revista piauí. Você lê a piauí? Não? Nem eu. Mas mesmo assim não boiei. O debate deu uma boa ideia de como é a revista. E sobre como o trabalho é desenvolvido lá.
Basicamente, lá é o lugar onde todo jornalista gostaria de trabalhar. Qualquer tema pode, teoricamente, dar matéria. Não há editorias fixas ou reunião de pauta. A única regra é que as entrevistas precisam ser presenciais: por telefone, e-mail ou sinal de fumaça não vale. E há um tempo considerável para se redigir o texto. Ele varia de dois dias a um ano, dependendo da complexidade do tema. E ele citou o exemplo do perfil da Dilma Rousseff, no qual o repórter passou quase quatro meses ligando todo dia pro escritório dela. E conversou com todo mundo que a conhecia. Até que ela resolveu dar entrevista. Não tinha nem como deixar de dar, ela concluiu obviamente.
Fiquei intrigada com ele. Não gosto de nada pomposo. Gosto de coisas simples. Práticas. De repente, ele me vem com “não gosto da expressão ‘jornalismo literário’. Prefiro ‘jornalismo narrativo’”. Para mim, os dois são o mesmo. Acredito que dizer que um filme é um “bom pipocão” é melhor que dizer “longa-metragem que respeita os parâmetros da tendência contemporânea de produções hollywoodianas”. Os dois querem dizer o mesmo? Sim! Qual é a diferença então?
A diferença está na forma, não no conteúdo. Isso o próprio Salles disse.
Porém…
O jeito como você apresenta a informação define o seu público. Isso sou eu que digo. No caso dele, uma revista com matérias longas e trabalhadas encontrou abrigo nos corações dos cults. Eu preferia que meu público fosse meio termo, nem rebuscado demais nem “boquinha na garrafa” demais. Nada contra nenhum dos dois, obviamente. É que eu sou uma pessoa mediana, sabe? E acho que os medianos teriam mais facilidade de se identificar comigo. Não sou escritora nem nada. Tô falando do Opperaa e do Mondo BHZ mesmo, pros quais escrevo.
Enfim, ainda estou na expectativa de que os sites emplaquem. Enquanto isso, admiro o Salles, por seu bom trabalho e o invejo por ter a autonomia financeira que tem. Ou seja: ele não precisa que a piauí dê certo para sobreviver. Nem precisa que seus filmes sejam assistidos pelas massas. Ele é um desses caras que acha que o dinheiro não é um objetivo e sim um meio. Discordo dele. Mais pra frente vocês entenderão o porquê.
Academia sorteia ingressos para o tapete vermelho dos prêmios Oscar
Caros poucos que me lêem,
este é meu post de despedida por um tempinho. Agora só volto à ativa a partir de 28 de setembro. Tirarei um tempinho de férias. Quem me conhece bem sabe porque.
Grande beijo em todos!
Fonte: EFE e Yahoo Notícias
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos informou na última quinta-feira que vai sortear 700 lugares nas arquibancadas que cercam o tapete vermelho pelo qual passarão os convidados à cerimônia da entrega dos prêmios Oscar de 2010, no teatro Kodak, em Los Angeles.
A partir das 9h locais da próxima segunda-feira (14h de Brasília), o portal da Academia abre as inscrições para o sorteio pelo endereço www.oscars.org/bleachers. O prazo para disputar as entradas termina às 21h locais do domingo seguinte (1h de segunda-feira em Brasília).
Os vencedores serão notificados no início de outubro e, em dezembro, receberão o convite oficial para ficar ao lado tapete vermelho da 82ª cerimônia de entrega dos prêmios Oscar, marcada para o dia 7 de março de 2010. Porém, os 700 sortudos acompanharão o evento pela televisão em um local próximo ao Teatro Kodak.
O convite será válido para até quatro pessoas independentemente de seu país de residência, mas a Academia só permitirá uma solicitação por grupo e não custeará as despesas de hospedagem ou transporte até Los Angeles.
O sorteio de entradas para o tapete vermelho começou a ser feito para a entrega dos prêmios Oscar em 2004. Desde então, a Academia recebe uma média anual de 20 mil solicitações. De lá até aqui, o número de assentos disponíveis dobrou.
OSCAR 2010 : Academia muda regras para Melhor Filme
Fonte: Cineclick
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood mudou as regras para eleger o dono da estatueta de Melhor Filme a partir de 2010. Agora, os votantes deverão eleger por ordem de preferência os dez melhores longas-metragens do ano; o mais popular não somente em número de votos, mas de preferência, ganhará o prêmio.
Em junho, a Academia já havia aberto as opções de cinco para dez os candidatos para a categoria Melhor Filme. Desta forma, é com o sistema de preferência que a Academia pretende tornar mais democrática e precisa a votação. “Ao invés de somente marcar um filme que o votante acredita ser o melhor, ele deverá marcar o segundo, terceiro e assim por diante”, explica o novo presidente da Academia, Tom Sherak, eleito em meados de agosto.
Este sistema era usado na premiação até 1945 e volta somente agora. Em 1934 e 1935, eram 12 os candidatos a Melhor Filme; de 1936 a 1943, foram dez os concorrentes; nos anos de 1944 e 1945, eram cinco, mas esse sistema ainda foi usado nesses anos.
Os indicados à 82ª edição do Oscar serão anunciados em 2 de fevereiro de 2010; a entrega dos prêmios da Academia ocorrem no dia 7 de março de 2010, no Kodak Theatre, em Los Angeles, com transmissão ao vivo para 200 países.
Globo vs Record – uma guerra privada com armas públicas
Publicado hoje no Blue Bus
Esse texto é do jornalista Rodolfo Viana, membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicaçao Social. Publicado originalmente no Observatorio do Direito à Comunicação.
“Não há mocinhos em nenhum dos lados da recente briga entre a TV Globo e a Rede Record de Televisão. Também não há mentiras nos ataques de uma contra a outra – os Marinho sempre tiveram uma relaçao espúria com o poder e a Record, uma interaçao promíscua com a Igreja Universal do Reino de Deus”.
“Mas o problema central nessa guerra é que estão guerreando com armas alheias. Estão guerreando com armas públicas. É ingenuidade de pouco eco crer que não existem interesses econômicos e ideológicos guiando os grandes grupos de comunicação do país. A comunicação de massa tem papel estratégico na organização social e criaçao de valores e a informação também sofre diversos tipos de manipulações, das mais explícitas – edições de texto/imagens, escolha das fontes, qualificações – às mais sutis – o que é silenciado, o ‘tom’ sobre o informado, as relações de uma notícia com outra, a ordem de apresentaçao”.
“É por isso que a luta pela democratização da comunicação não se restringe à criação de normas de conduta ao jornalismo hoje praticado, buscando a isenção e objetividade. Essa luta tem de visar a possibilidade de multiplicação de vozes, a multiplicação do que é informado e como é informado, permitindo ao cidadão obter mais dados sobre uma determinada realidade para que, com eles, forme seu juízo (…)”.
Comunicação
Frase do dia:
Lidar com Comunicação é difícil. Mas lidar com os comunicadores, então… nem se fala!
A frase é apenas para dar uma atualizada no blog. Que vergonha! Faz tempo que não posto nada…
A história do Contador de Histórias

Fonte: Mondo BHZ
Belo Horizonte, final da década de 70. Um garoto de seis anos, caçula de dez irmãos, mora na favela em condições precárias. Ele é o escolhido por sua mãe para ir viver numa nova instituição, anunciada pelo governo como uma oportunidade para aqueles que viviam na pobreza. A instituição era a Febem. E essa história poderia terminar muito mal, como tantas outras.
Mas ao invés de ser um assaltante ou um morador de rua, Roberto Carlos Ramos decidiu ir além. Sua trajetória de vida é o tema de O Contador de Histórias. Dirigido por Luiz Villaça, o filme foi realizado graças a iniciativa dele, que se interessou pela história depois de lê-la num livro. “Estava lendo para o meu filho. Era uma história infantil. No final do livro, descobri que era a história do contador de histórias. Fui atrás dele e conversamos. Gravei uma série de bate-papos que tivemos”.
As gravações fomentaram a elaboração do roteiro, mas a participação do contador de histórias parou aí. Isso foi um acordo entre o diretor e o personagem. Roberto Carlos deu total liberdade a Villaça para trabalhar. “Como o filme não é um documentário, combinei com o Roberto que ele só veria o filme pronto. E ele me deu total liberdade. É uma ficção. Baseada na vida dele, é verdade, mas uma ficção”.
No filme, Roberto Carlos é retratado em três momentos: aos seis (Daniel Henrique), aos 13 anos (Paulinho Mendes) e já adulto (Cleiton Santos). Fugitivo reincidente da Febem, a vida dele mudou quando conheceu a francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), pedagoga que veio ao Brasil pesquisar a realidade dos garotos de rua e terminou tomando Roberto Carlos sob sua proteção. Mas não foi simples a transição da rua para o ambiente familiar, onde regras e comportamentos eram necessários.
Luiz Villaça diz que dois foram os motivos principais para fazer esse filme. “Em primeiro lugar, pelo enredo em si, que é fantástico. Depois por causa da relação que Roberto mantém com a pedagoga, que é muito bonita. Além disso, a possibilidade de contar a história de um contador de histórias me deu muitas chances de brincar”, conta. De acordo com o diretor, O Contador de Histórias dialoga muito com quem assiste, por ser muito lúdico.
O filme recebeu o selo da Unesco, Organização das Nações Unidas.
Mondo BHZ
Está no ar mais uma iniciativa que realizo em parceria com o jornalista Salomão Terra. É o Mondo BHZ, site de crítica cultural, cujo mote principal é “Guia de Artes de Belo Horizonte”.
Sim, nosso objetivo é ser um guia crítico da cena cultural que rola na capital de Minas. Recomendar lugares para ir ouvir boa música, assistir shows legais, comer coisas gostosas, discutir boas obras literárias… e também não deixaremos de contar a verdade sobre certos lugares que todo mundo adora recomendar e… bem… não são tão legais assim.
A parte boa disso é que iremos experimentar muita coisa com o objetivo de analisar e isso significa sair mais e vivenciar melhor a cena cultural de nossa querida capital. A parte ruim, que já estamos enfrentando, é passar raiva. Ir em lugares com certas expectativas que não são atendidas. Mas isso faz parte.
Se você mora em BH e se interessa por conhecer mais sobre o que a cidade tem a lhe oferecer, acompanhe a gente nessa nova empreitada e saiba o ponto de vista de quem, de fato, vai aproveitar as dores e as delícias desta metrópole, o nosso “mundo vasto mundo”.
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